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SÃO PAULO – A China derrubou os ânimos dos investidores nesta quarta-feira (19). Depois de cair mais de 4%, o índice Xangai Composto espalhou incertezas que afetam os negócios nos mercados europeus e também os futuros norte-americanos. Os investidores começam a questionar se o recente rali não foi exagerado demais, sobrepondo-se à velocidade da recuperação econômica global.
A agenda econômica é tímida nos EUA, com destaque apenas para o relatório semanal dos estoques de petróleo e derivados no país, porém a atenção deve também estar voltada aos resultados corporativos. Na Inglaterra, destaque para a publicação da minuta da última reunião de política monetária do BoE (Bank of England), realizada no dia 6 de agosto. No Brasil, o dia não traz indicadores de relevância.
Votação dividida
No limite para reduzir a taxa básica de juro no Reino Unido, o BoE elevou o orçamento do programa de compra de ativos em sua última reunião, de £ 125 bilhões para £ 175 bilhões. Porém, três dos nove diretores pediram ainda mais. O presidente da instituição Mervyn King e outros dois membros almejavam elevar o teto das aquisições para £ 200 bilhões.
“Apesar da votação dividida, não esperamos que o programa seja ampliado”, avalia o banco Société Générale, em relatório. “Claramente, o comitê ainda está preocupado com os riscos para o crescimento, mas tanto a baixa inflação, quanto os problemas práticos da expansão da compra de ativos, irão limitar o espaço de manobra do comitê”.
Ações de emergentes
Mesmo depois da expressiva alta no ano, as ações dos mercados emergentes ainda não apresentam um valuation muito elevado, avalia o banco Credit Suisse, em relatório. “Com agosto sendo um mês que, sazonalmente, é o pior do ano para os mercados emergentes, sugerimos a compra nas baixas”, afirma o banco.
De acordo com os analistas, as ações das nações em desenvolvimento são negociadas a 12,7x os ganhos, apenas 5% a mais do que os níveis vistos no começo dos ralis anteriores. Em todo o mundo, as ações dos mercados emergentes apresentam um potencial de valorização de 25%, em doze meses, diz o Credit Suisse.
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Recuperação lenta
A economia norte-americana saiu da sala de emergência e parece estar em um lento caminho para a recuperação, disse o investidor Warren Buffet em artigo publicado nesta quarta-feira, no jornal The New York Times. Apesar da expectativa positiva, segundo ele, “enormes dosagens de remédios monetários continuam a ser administradas e, logo, precisaremos lidar com seus efeitos colaterais”.
“Por agora, a maior parte destes efeitos é invisível, mas podem mesmo se manter latentes por um longo período. Ainda assim, a sua ameaça pode ser tão sinistra quanto a própria crise financeira”, explica. “Fiscalmente, estamos em território desconhecido”.