Votação do impeachment e mais 4 eventos que vão agitar a próxima semana

Definição se Dilma cai ou fica pode começar nos próximos dias, especialmente na sessão da Comissão do Impeachment marcada para a segunda

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SÃO PAULO – O Ibovespa fechou em leve queda nesta semana apesar da disparada desta sexta. No radar, o desempenho do exterior apareceu como driver, assim como a indefinição política com governo e oposição procurando conquistar deputados com cargos em troca de votos no impedimento. Para os próximos dias, o investidor pode se preparar que vai vir mais volatilidade. Só para começar a semana, teremos a votação da Comissão de Impeachment que definirá se o processo que pode tirar a presidente Dilma Rousseff do cargo vai ao plenário. 

Na avaliação de Paulo Gomes, economista-chefe e estrategista da Azimut Brasil Wealth Management, o mercado já precifica que o impeachment vai passar na Comissão e deve ser trazido ao plenário. A grande questão que os investidores terão que ficar de olho na segunda-feira (11) é a margem da vitória da oposição. “Se for muito pequena, o mercado pode até realizar, mas as questões da Procuradoria-Geral da República [que elaborou parecer contra a posse do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Casa Civil] e da [delação de executivos da] Andrade Gutierrez deram um espaço bom para a oposição”, afirma. 

A segunda-feira, e por que não, a semana inteira, deve ser marcada pela volatilidade. As trocas de cargos por votos devem se intensificar com Lula indo atrás dos indecisos de PMDB, PP, PSD, PR e PTB e o novo presidente do PMDB, senador Romero Jucá (PMDB-RR) tentando trazer para perto da pauta do impeachment os parlamentares destes mesmos partidos. Ao mesmo tempo, é impossível prever quais serão os próximos passos da Operação Lava Jato ou que tipo de decisões tomarão os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal). “O governo está com um olho no STF e outro na Lava Jato”, explica o economista. 

 Fora do noticiário político, é importante acompanhar os indicadores da China. Nesta semana, teremos uma bateria deles. De PIB (Produto Interno Bruto) a inflação, passando por produção industrial e vendas no varejo. “Acho que a China vai voltar ao radar”, opina, Gomes, que ressalva que o impacto dos dados do país no mercado não serão do mesmo porte daqueles de janeiro. “Se o PIB vier em 6,7%, o mercado tende a encarar com maior normalidade do que fazia antes. O mundo hoje com mais liquidez mostra bancos centrais mais atentos e dispostos a evitar uma desaceleração da economia”, conclui. 

A seguir, os destaques da agenda econômica semanal:

Livro Bege e outros indicadores americanos
Os dados da economia norte-americana serão importantes para vermos se a economia do país continua com o mesmo dinamismo dos últimos meses. “A gente tem notado que a economia americana continua crescendo, mas em desaceleração”, afirma Paulo Gomes. Segundo ele, o Livro Bege do Federal Reserve, com uma série de dados regionais da atividade econômica dos Estados Unidos, deve mostrar continuidade desta tendência, mas também pode surpreender positivamente. “É uma economia que está caminhando muito bem. Só precisa monitorar uma possível deflação, mas o petróleo tem subido e isso é sentido no bolso dos americanos”, explica o estrategista da Azimut.

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O Livro Bege sai na quarta-feira (13) às 15h00 (horário de Brasília). Já os números de inflação ao consumidor serão divulgados na quinta-feira (14) às 9h30. A expectativa mediana dos economistas é de que haja um crescimento do CPI (Índice de Preços ao Consumidor, na sigla em inglês) de 0,3% em março. 

Dados da China
Quinta-feira é dia de China. Às 23h saem ao mesmo tempo os dados de PIB (expectativa de avanço de 6,7% no primeiro trimestre de 2016 na comparação anual), produção industrial (economistas esperam 6% de expansão da atividade em março) e vendas do varejo (expectativa de 10,4% de crescimento em março). Antes disso, no domingo (10), serão divulgados os números de inflação ao produtor e ao consumidor relativos a março. As expectativas medianas dos economistas são de respectivamente 4,6% de queda e 2,4% de alta. 

IBC-Br (Brasil)
O IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central) fecha a semana dos indicadores brasileiros, devendo mostrar um recuo da economia de 0,7% em fevereiro, segundo Paulo Gomes, depois de fazer uma retração de 0,6% em janeiro. O IBC-Br será divulgado na quinta-feira (14) às 8h30.

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Vencimento de contratos futuros de Ibovespa
Os contratos futuros do Ibovespa para abril vencem na quarta-feira. A partir desta data, ficam válidos os contratos com vencimento em junho (INDM16).

Para ver a agenda completa da semana que vem, clique aqui.

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