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SÃO PAULO – Apoiados na divulgação de destaques positivos sobre as economias europeias e cenário corporativo favorável, os principais mercados globais operam em alta nesta sexta-feira (28), trazendo expectativa favorável à abertura doméstica.
Embora o desemprego e a deflação no Japão tenham se aprofundado, os investidores buscam apoio na contração menor que o esperado do PIB (Produto Interno Bruto) do Reino Unido e na elevação da confiança do consumidor na zona do Euro. No entanto, dados sobre renda e gastos dos consumidores nos EUA devem impactar os negócios.
Sobre os indicadores norte-americanos, o economista do UBS Paul Donovan afirmou que cada um “bate o consenso de mercado por uma pequena margem. Nenhum tem proeminência, mas podem conjuntamente dar um tom positivo a esta sexta-feira”.
O cenário corporativo também é favorável, com a divulgação de resultados melhores que o esperado de gigantes como Dell e Carrefour, além de notícias de que o governo alemão apóia a canadense Magna na disputa pela subsidiária europeia da General Motors, a Opel.
Noticiário corporativo
Segundo maior grupo varejista global, o Carrefour registrou um prejuízo líquido de € 58 milhões no primeiro semestre do ano. Embora o lucro tenha se reduzido em relação a períodos anteriores, a boa recepção do mercado aos dados leva as ações da empresa a subirem 4,8% em Paris.
Outro destaque positivo fica por conta da fabricante de computadores Dell, cujos papéis sobem quase 3% no pré-market em Nova York, após revelar lucro líquido de US$ 0,28 por ação no segundo trimestre de 2009.
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Segundo o diário financeiro Handelsblatt, o governo alemão prefere que a vencedora da disputa pelo controle da Opel, subsidiária europeia da General Motors, seja a empresa canadense Magna.
Perspectivas
Os mercados futuros norte-americanos operam em alta nesta sessão, antes da divulgação dos dados sobre gastos, renda e confiança dos consumidores nos EUA. Os mercados europeus seguem o embalo e operam no campo positivo, aumentando as expectativas favoráveis em torno da abertura doméstica.
No último pregão o Ibovespa registrou perdas de 0,11%, atingindo 57.703 pontos. De acordo com analistas da corretora Spinelli, “apesar das recentes aberturas em baixa e de
sinalizações técnicas baixistas, os indicadores econômicos não fornecem ainda pretextos ou razões suficientes para uma correção de maior intensidade e duração”.