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SÃO PAULO – O risco-Brasil encerrou a segunda-feira (31) com alta de quatro pontos-base e atingiu os 270 pontos, diante do pessimismo dos mercados globais. Vale ressaltar que o indicador resulta da diferença entre o rendimento dos títulos norte-americanos e brasileiros. Assim, o preço dos Treasuries avançou e o Global 40 recuou.
Na sessão, o governo dos Estados Unidos voltou a colocar em prática seu programa de estímulo ao crédito na economia do país. Assim, foram vendidos US$ 30 bilhões em notas de três meses e outros US$ 29 bilhões em títulos de seis meses.
Ainda assim, a desvalorização dos principais índices em Wall Street impulsionou o preço dos títulos, que normalmente têm sua demanda elevada em períodos de maior volatilidade nos mercados acionários. Como o rendimento e o preço destas notas variam em sentido oposto, geralmente a trajetória descendente das bolsas dos EUA ajuda a explicar a queda no rendimento dos títulos.
No cenário doméstico, o Banco Central divulgou o relatório Focus, que indica que o Copom (Comitê de Política Monetária) deverá manter a Selic, taxa básica de juros, em 8,75% ao ano na reunião da próxima quarta-feira (2). Outro destaque é o crescimento de 2,2% da produção industrial do País, na passagem de junho para julho.
Global 40 cai
O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, encerrou em baixa de 0,23% nesta segunda-feira, cotado a 131,90 centavos de dólar.
Refletindo o desempenho dos principais títulos da dívida externa brasileira, o indicador de risco-Brasil, calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan, encerrou a 270 pontos-base.
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Confira abaixo as cotações dos principais ativos da dívida externa brasileira:
| Ativo | Último | Fech. Anterior | Var % |
| Global 40 | 131,90 | 132,20 | -0,23 |