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SÃO PAULO – O dólar comercial conserva a trajetória observada no começo do dia e segue em alta de 0,84% na tarde desta quinta-feira (2). Dados preocupantes sobre a economia dos EUA penalizam as bolsas e ajudam a moeda a operar acima de R$ 1,94.
Uma sequência de indicadores econômicos preenche a pauta norte-americana, com diversas referências sobre o mercado de trabalho. O Relatório de Emprego divulgado logo cedo indicou que a taxa de desemprego subiu de 9,4% para 9,5% no mês passado.
O valor não era tão alto desde o começo da década de 1980, mas ficou em linha com o esperado pelo mercado. Ainda assim, os investidores sinalizam aversão ao risco, depois de se surpreenderem com o fechamento de 467 mil postos de trabalho em junho.
Por fim, a agenda contou com a publicação do Initial Claims, que contabilizou 614 mil novos pedidos de auxílio desemprego na semana encerrada na quarta passada – número muito próximo às estimativas, de 615 mil. Os pedidos às indústrias subiram 1,2% em junho, superando o consenso dos analistas.
Panorama interno
Além de acompanharem o noticiário norte-americano, os investidores seguem atentos à cena doméstica, que conta com o resultado mensal do IPC-Fipe (Índice Geral de Preços – Fipe), que indicou inflação de 0,13%.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística também chamou atenção ao revelar que a indústria brasileira cresceu 1,3% na passagem de abril para maio, quinto mês seguido de crescimento, acumulando expansão de 7,8% em 2009.
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Por fim, o Banco Central brasileiro segue sem anunciar novas intervenções no mercado cambial, após adquirir moeda à vista na última sessão. Segundo comunicado na véspera, a autoridade comprou cerca de US$ 1,689 bilhão para formação de reservas no mês passado.
Mercado paralelo
No mercado paralelo, a moeda norte-americana está sendo negociada a R$ 2,0700 na venda, representando um ágio de 5,99% em relação ao dólar comercial.
Dólar futuro na BM&F também opera em alta
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em agosto está sendo cotado a R$ 1.963,
forte alta de 0,95% em relação ao fechamento
de R$ 1.944
da última quarta-feira. O contrato com vencimento em setembro, por sua vez, opera
em forte alta de 1,05%,
atingindo R$ 1.977 frente
a R$ 1.956 do fechamento de quarta-feira.