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SÃO PAULO – Após ter fechado em queda nas duas últimas sessões, o dólar comercial recuperou parte de suas perdas nesta quinta-feira (2), ao encerrar com alta de 1,09%, sendo cotado na venda a R$ 1,953. Dados do emprego dos EUA e da Europa alimentaram a cautela dos investidores.
De quebra, o Banco Central do Brasil voltou a realizar compra de dólares em leilão no mercado à vista – a sexta consecutiva. Segundo dados do Depin (Departamento de Operações de Reservas Internacionais), a operação teve início às 15h42 e terminou às 15h52 (horário de Brasília), onde a taxa aceita ficou em R$ 1,9525.
Agenda internacional
Conduzindo o humor dos investidores, os números divulgados no Relatório de Emprego norte-americano de junho decepcionaram. O documento mostrou um corte de 465 mil vagas de emprego no período, número bem pior do que a perda de 365 mil esperada pelo mercado.
O relatório também indicou que a taxa de desemprego avançou para 9,5%, levemente melhor do que as projeções esperavam para o mês. No entanto, o indicador atingiu seu maior patamar reportado dos últimos 26 anos. Por fim, o número de pedidos de auxílio-desemprego ficou em linha com o esperado pelo mercado na última semana.
Também teve relevância na sessão a taxa de desemprego reportada na Europa, que atingiu na passagem de abril para maio a casa dos 9,5% – maior nível desde 1999. Ainda no velho continente, o BCE ( Banco Central Europeu) anunciou a manutenção da taxa básica da região em 1% ao ano, em linha com as expectativas.
Indústria mostra novo crescimento
Na agenda doméstica, destaque para a Pesquisa Industrial da Produção Física, formulada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mostrando que a produção industrial brasileira avançou 1,3% na passagem de abril para maio. De acordo com os números, este foi o quinto resultado positivo consecutivo, acumulando em 2009 uma expansão de 7,8%.
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Também observado pelo mercado na sessão, o resultado mensal do IPC-Fipe (Índice Geral de Preços – Fipe) indicou inflação de 0,13% no mês passado.
Noticiário corporativo também repercute
No cenário corporativo, destaque para a Petrobras, que anunciou ao final da sessão anterior a oferta de reabertura de US$ 1,25 bilhão em Global Notes no mercado internacional, com vencimento em março de 2019, através da sua subsidiária integral, Petrobras International Finance Co..
Outra notícia que repercutiu nesta quinta-feira foi a do anúncio feito pela fabricante de pneus italiana Pirelli, que pretende investir US$ 200 milhões no Brasil no período entre 2009 e 2011, visando aumentar a capacidade de produção da empresa no País.
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Dólar a R$ 1,953
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,9510 na compra e R$ 1,9530
na venda, forte alta de 1,09% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,0900, representando um ágio de 7,12%
em relação ao dólar comercial.
Apesar desta alta, o
dólar acumula desvalorização de 0,51% em julho, frente
à baixa de 0,61% registrada no mês passado.
No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 16,43%.
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Dólar futuro na BM&F
também fechou em alta
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em agosto
encerrou o dia cotado a R$ 1.963,
forte alta em relação ao fechamento
de R$ 1.944
da última quarta-feira. O contrato com vencimento em setembro, por sua vez, fechou em forte alta,
atingindo R$ 1.974 frente
à R$ 1.956 do fechamento de
quarta-feira.
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O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,9510000.
FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 1,30% para outubro de 2009, 0,14 abaixo do fechamento anterior.