Dados do mercado de trabalho dos EUA derrubam cotações do petróleo

Preços também respondem à alta do dólar frente as principais divisas globais e avanço nos estoques de óleo bruto do país

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SÃO PAULO – As cotações do petróleo caíram para o menor nível em cinco semanas nesta quinta-feira (2) após dados do mercado de trabalho dos EUA sugerirem que a recuperação do maior consumidor de óleo bruto do mundo será mais lenta do que o previsto.

A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, fechou a US$ 66,65 no pregão desta quinta-feira, forte queda 3,11% em relação ao último fechamento. Por sua vez, o contrato de maior liquidez no mercado de Nova York fechou a US$ 66,73 por barril, baixa de 3,72%.

Employment Report

A economia norte-americana perdeu 467 mil postos de trabalho em junho, décimo oitavo recuo consecutivo de vagas, segundo o Relatório de Emprego divulgado pelo Departamento de Trabalho dos EUA durante o dia, que também indicou que a taxa de desemprego do país ficou em 9,4%.

Os dados da deterioração do mercado de trabalho no país preocuparam investidores, que se mostraram apreensivos com sinais de enfraquecimento na demanda da maior economia do mundo.

Feriado

A queda no preço do barril de óleo bruto negociado em Nova York também responde aos dados divulgados no dia anterior, que mostravam um aumento nos estoques de combustível do país próximo ao feriado de 4 julho, data vista como ápice da temporada de consumo de gasolina.

Câmbio

Paralelamente, os preços também refletem a alta do dólar frente à maioria das divisas internacionais durante o dia, o que geralmente se traduz em uma desvalorização do produto por conta da compensação da variação do câmbio (visto que o preço do petróleo é expresso em dólares) e da tendência dos investidores migrarem suas aplicações para a divisa norte-americana.

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Opep

O ministro de petróleo do Kuwait, Sheikh Ahmed al-Sabah, afirmou durante o dia que a Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) “definitivamente” não irá aumentar a produção em sua próxima reunião, marcada para o dia 9 de setembro.

Al-Sabah também disse esperar que as cotações não ultrapassem a marca dos US$ 100 no terceiro ou quarto trimestre, pois, segundo ele, “isso iria alimentar a recessão novamente”.