[podcast] Em véspera de feriado, Ibovespa fecha com quinta queda consecutiva

Influenciado por mercado externo e queda nas commodities, Índice caiu 0,56%, fechando com 49.177 pontos

Publicidade

Em dia de queda generalizada nos mercados globais, o Ibovespa seguiu pelo mesmo caminho e encerrou em baixa de 0,56%, registrando a quinta queda seguida da bolsa brasileira.

Mercado internacional

Apesar da abertura com leves valorizações, as bolsas norte-americanas encerraram a quarta-feira em queda, diante da cautela de investidores sobre o início da temporada de divulgação dos balanços corporativos.

Na agenda do dia, o Federal Reserve divulgou o Consumer Credit, denotando o volume total de crédito concedido aos consumidores norte-americanos durante o mês de maio.

O indicador, ajustado sazonalmente, mostra recuo de US$ 3,3 bilhões no montante de crédito concedido em comparação com abril, atingindo o total de US$ 2,519 trilhões. O resultado foi considerado surpreende positivamente, já que as projeções apontavam para recuo maior, de US$ 8,5 bilhões.

Além disso a divulgações dos estoques de petróleo nos EUA registraram queda pela quinta semana consecutiva.

Na Europa, as bolsas também fecharam em baixa, pressionadas por indicadores. Houve a divulgação do PIB (Produto Interno Bruto) da zona do euro, que apontou queda anual de 4,9%. Além disso, teve a revelação de expansão da produção industrial na Alemanha e crescimento da confiança do consumidor no Reino Unido.

Continua depois da publicidade

O FMI (Fundo Monetário Internacional) prevê uma recuperação da economia global mais acelerada do que a projetada anteriormente. Em suas projeções atualizadas, o fundo espera que o PIB global registre um avanço de 2,5% em 2010. Porém, neste ano, a retração econômica poderá atingir 1,4%.

Brasil

Na véspera do feriado paulista de 9 de julho, a sessão foi de perdas nos mercados globais. No final do dia, uma leve melhora em Wall Street abreviou a queda do Ibovespa, que caiu 0,56%, fechando com 49.177 pontos.

Ainda no mercado doméstico, o cenário de instabilidade externa dividiu as atenções com novo recuo das ações da Petrobras, que pressionaram o Ibovespa. Além da forte queda dos contratos de petróleo, os ativos repercutiram divulgação da agência Moody’s, que após colocar o rating soberano do Brasil em revisão positiva, declarou que a nota global “A3” da estatal não deve ser afetada pela decisão.

Continua depois da publicidade

Após lideraram os ganhos do Ibovespa na véspera, as ações da GOL cederam ao ajuste encabeçaram a ponta negativa do índice. Por outro lado, os papéis da NET dispararam após a decisão da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) de permitir a cobrança do aluguel do equipamento relativo ao ponto extra na TV por assinatura.

Na agenda doméstica destaque para a divulgação dos índices IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal) e IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo). Ambos marcaram inflação – o primeiro de 0,31% e o segundo de 0,36%.

Dólar

Assim como na sessão anterior, o dólar comercial, após ter iniciado a sessão em queda, passou a operar no campo positivo e ampliou seus ganhos durante a tarde, fechando esta quarta-feira (8) em alta pela terceira sessão consecutiva.

Continua depois da publicidade

Assim, o dólar comercial fechou cotado a R$ 2,011 na compra e R$ 2,013 na venda, forte alta de 1,00% em relação ao fechamento anterior.

Vale lembrar que hoje o Banco Central divulgou o fluxo cambial de junho, que acumulou no mês um total de US$ 1,076 bilhão, sendo este seu terceiro superávit mensal consecutivo.

Tópicos relacionados