O impacto do impeachment no mercado neste trimestre em 9 imagens

Ibovespa e algumas das grandes ações da Bolsa registraram fortes ganhos nos últimos meses por conta do impeachment, mas nem todo mundo sai ganhando com isso

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SÃO PAULO – O mercado financeiro brasileiro teve o seu melhor trimestre desde 2009 nestes três primeiros meses de 2016. O principal responsável por isso foi o noticiário político, com a chance de impeachment da presidente Dilma Rousseff aumentando principalmente no começo de março após a divulgação pela revista IstoÉ da delação do senador Delcídio do Amaral, citando uma possível tentativa da presidente de barrar as investigações da Operação Lava Jato.

Apesar do mercado em geral ver de forma positiva a possível saída de Dilma do poder, algumas ações são bastante prejudicadas por conta de como estas notícias afetam o dólar, que tende a cair. Por conta disso, papéis que no ano passado lideraram os ganhos da Bolsa, este ano estão entre as maiores quedas.

Para ter uma noção deste impacto no mercado, o InfoMoney separou 9 gráficos de ativos que foram fortemente afetados pelo rali do impeachment. Confira: 

1. Ibovespa: o benchmark da nossa bolsa subiu 15% em março, fazendo o seu melhor mês desde outubro de 2002.

2. DIs: no mercado de DI o movimento tende a ser de queda conoforme o mercado vê maior chance de impeachment por conta da expectativa de melhora econômica, e consequente queda da Selic para o futuro. Os contratos mais longos registram os movimentos mais fortes neste cenário.

3. Petrobras: a estatal fechou o trimestre com ganhos de 24%, mas em março a valorização ficou em 62%. A companhia tem sido beneficiada não só pela recuperação do petróleo, mas também pelo bom humor do mercado diante da possibilidade da saída de Dilma.

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Bancos: os três principais bancos da Bolsa também são impulsionados por uma chance do impeachment já que o mercado acredita que uma mudança no governo também levaria a uma melhora da economia, e do clima geral do investidor em relação ao Brasil

4. Itaú Unibanco

5. Bradesco

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6. Banco do Brasil

Exportadoras: as companhias com perfil exportador acabam prejudicadas neste cenário por conta da forte queda do dólar. A moeda norte-americana recua com os investidores mais otimistas com o futuro e acaba prejudicando o negócio destas empresas.

7. Fibria

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8. Suzano

9. Embraer


Repórter de mercados do InfoMoney, escreve matérias sobre ações, câmbio, empresas, economia e política. Responsável pelo programa “Bloco Cripto” e outros assuntos relacionados à criptomoedas.