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SÃO PAULO – Quando vai tomar a decisão de investir em um determinado ativo, o acionista avalia inúmeras variáveis, a fim de encontrar o melhor ponto de entrada e maximizar os lucros.
Além das vertentes básicas, como o Dow Jones, principal referência do mercado norte-americano, e o Ibovespa, as atenções devem ser divididas às commodities, já que as empresas de maior relevância do principal índice da bolsa paulista, Vale (VALE3, VALE5) e Petrobras (PETR3, PETR4), trabalham essencialmente com materiais básicos.
Por este motivo, muitos investidores de ações procuram acompanhar o mercado internacional de commodities, concentrado em Londres e Nova York.
A fim de definir os rumos da commodity, Marlo Ignatowski Barcelos, analista técnico da Investor, e Stephen Schork, trader norte-americano que administra um fundo focado em contratos futuros, analisam o desempenho do petróleo em Nova York com base nos conceitos de análise técnica.
Para US$ 75,00 ou US$ 50,00?
Desde o seu topo em 30 de junho nos US$ 73,58 por barril, o petróleo engatou uma tendência de baixa de curto prazo, alcançando assim nos últimos dois pregões a sua LTA (Linha de Tendência de Alta) de médio prazo, vinda desde fevereiro deste ano.
Sobre este importante suporte está o ponto de cataclisma do contrato, afirma Schork, já que por este passa a retração de 50% e 62% dos números de Fibonacci, respectivamente, US$ 61,00 e US$ 58,60.
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Na visão do trader norte-americano, a manutenção do petróleo acima dos pontos traçados a partir da última perna de alta feita em abril até o topo deste ano depende essencialmente do humor dos investidores que operam na ponta compradora.
Se evidenciar a força dos compradores, o contrato em Nova York saltará até os US$ 75,00, estima Schork. Do outro lado, caso as notícias sobre a demanda por petróleo pesem e os traders mantenham o ritmo de vendas, a commodity voltará para a casa dos US$ 50,00 por barril.
Reversão à vista
Para Barcelos, o teste na LTA de médio prazo sugere uma recuperação no curto prazo, reversão que ganha força por meio dos seguidos Dojis lançados no gráfico diário.
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Deste modo, o analista da Investor espera por uma recuperação rumo a resistência de US$ 66,00, visando os US$ 73,00. Entretanto, a perda da LTA encaminha o contrato aos suportes em US$ 59,00, US$ 55,80 e o principal nos US$ 54,00, onde pode ocorrer um repique.