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SÃO PAULO – Os principais índices acionários globais indicam mais um dia de indefinição nesta quinta-feira (16). Enquanto as bolsas europeias mantêm a trajetória da última sessão e operam com leve alta no início da manhã, os futuros de Wall Street devolvem parte dos ganhos da quarta-feira, negociados no campo negativo. A temporada de resultados segue trazendo as principais referências do dia, porém os indicadores econômicos também chamam a atenção.
A começar pelo PIB (Produto Interno Bruto) da China, que cresceu mais do que o esperado no segundo trimestre deste ano. Conforme dados oficiais, o indicador avançou 7,9% no período, levemente acima da média das previsões dos analistas, de 7,8%.
Na agenda norte-americana, o que fica em foco é o mercado de trabalho, com a divulgação do número de pedidos de auxílio-desemprego medido pelo Initial Claims, às 9h30 (horário de Brasília). Logo após, às 11h00, o mercado também conhece o Philadelphia Fed Index, que mostra a atividade industrial da região.
Temporada de resultados
Dando continuidade ao anúncio dos dados operacionais de grandes bancos dos Estados Unidos, o JPMorgan Chase reportou lucro líquido de US$ 2,7 bilhões, ou US$ 0,28 por ação, no segundo trimestre. Dessa forma, o segundo maior banco norte-americano superou fortemente as estimativas, de lucro de US$ 0,05 por ação.
Depois do JPMorgan e do Goldman Sachs, o mercado agora aguarda a divulgação dos resultados trimestrais de Bank of America e Citigroup, marcados para a próxima sexta-feira (17).
O setor de tecnologia também fica em foco, com os investidores aguardando os resultados de Google e IBM para esta quinta-feira após o fechamento dos mercados, e da General Electric, marcado para a próxima sessão.
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Mais falências à frente?
Deixando a confiança de lado, a financiadora norte-americana CIT Group afirmou que provavelmente não receberá uma nova ajuda do governo dos Estados Unidos, aumentando os rumores de uma possível falência. No início da semana, a instituição havia dito que sua quebra poderia causar novos problemas no sistema financeiro, além da falência de aproximadamente 300 mil varejistas.
Piora no setor imobiliário
O setor imobiliário também é motivo de preocupação nos Estados Unidos. De acordo com uma pesquisa da RealtyTrac, mais de 1,5 milhão de propriedades receberam aviso de inadimplência ou de leilão ou foram executadas no primeiro semestre deste ano. A cifra corresponde a um aumento de 15% frente ao já elevado número de execuções hipotecárias do mesmo período de 2008.
Commodities e dólar
Ao contrário do movimento visto nos últimos dias, o dólar registra valorização frente às principais moedas internacionais, incluindo libra e euro, enquanto apresenta baixa em relação ao iene.
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Em um ambiente de cautela maior, o mercado de commodities volta ao campo negativo. O petróleo registra baixa de quase 1% tanto em Londres quanto em Nova York. Cabe apontar as previsões pessimistas do professor e ex-conselheiro do governo norte-americano, Philip Verleger. Em entrevista à agência Bloomberg, ele afirmou que a commodity irá cair para US$ 20 por barril neste ano.
Brasil
A agenda doméstica tem como principal referência econômica a divulgação do IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal) de 15 de julho, que marcou inflação de 0,37%, taxa 0,06 ponto percentual superior à registrada na medição anterior, de 0,31%.
Na esfera corporativa, atenção para os resultados da Aracruz, divulgados há pouco, com lucro líquido de R$ 595,5 milhões no segundo trimestre. Esta sessão também marca a estreia das novas ações da Hypermarcas na BM&F Bovespa.