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SÃO PAULO – O Banco do Brasil (BBAS3) registrou um lucro líquido de R$ 14,4 bilhões em 2015, segundo balanço divulgado na manhã desta quinta-feira (25), o que representa uma alta de 28% ao obtido no ano anterior, quando os ganhos somaram R$ 11,24 bilhões. Entre outubro e dezembro, os ativos do banco somaram R$ 1,51 trilhão, um crescimento de 9,7% em 12 meses. Com isso, o lucro líquido por ação do BB alcançou R$ 5,05 em 2015. A remuneração aos acionistas atingiu R$ 5,7 bilhões no ano. Só no último trimestre do ano, o valor por ação foi de R$ 0,89.
O índice de operações vencidas há mais de 90 dias representou 2,38% da carteira de crédito, inferior ao patamar do Sistema Financeiro Nacional, que registrou 3,4%. A carteira de crédito do banco terminou 2015 com saldo de R$ 193,2 bilhões, uma alta de 7,5% em 12 meses. As linhas de menor risco, como crédito consignado, alcançaram 75,9% do total da carteira.
O Banco do Brasil foi o último banco a apresentar o resultado de 2015. No início do mês, o Itaú Unibanco (ITUB4) anunciou ter registrado lucro de R$ 23,35 bilhões, enquanto o lucro líquido do Bradesco (BBDC3; BBDC4) cresceu para R$ 17,19 bilhões em 2015. Já o banco Santander Brasil (SANB11) registrou lucro de R$ 6,624 bilhões no ano passado.
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Na apresentação do balanço divulgada ao mercado, o banco estatal também destacou o atingimento da marca recorde de R$ 174,9 bilhões na linha de crédito ao agronegócio. Destaques para a linha do Pronaf, que totalizou R$ 39,3 bilhões, com crescimento de 9,1% na comparação anual, e Programa de Agricultura de Baixo Carbono, Programa ABC, que totalizou R$ 9,1 bilhões, 13,4% maior frente a 2014. Já o crédito imobiliário alcançou a marca de R$ 49,1 bilhões no último quarto do ano passado, o que corresponde a um crescimento de 26,6% no comparativo com o mesmo período em 2014.
O faturamento com cartões alcançou R$ 256,7 bilhões em 2015. O segmento tradicional, representado em sua maioria pelas compras no varejo, cresceu 10,6% no ano. Também chamou atenção a captação da poupança, que fechou a R$ 151,8 bilhões no último trimestre de 2014, o que corresponde a uma alta de 1,4% em comparação com o trimestre anterior. O banco destacou ainda o volume de R$ 8,8 bilhões de ofertas na renda fixa.
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