Após seis quedas consecutivas, dólar comercial fecha em alta de 0,21%

Em sessão apreensiva, mercados avaliam possível concordata do CIT Group, intervenção do BC e discurso de Ben Bernanke

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SÃO PAULO – Após iniciar a sessão em queda, o dólar comercial inverteu a tendência ainda no final da manhã, refletindo a maior apreensão dos mercados, e manteve-se assim até o final desta terça-feira (21), fechando em alta após seis dias consecutivos desvalorização, sendo cotado na venda a R$ 1,908 – avanço de 0,21%.

O Banco Central voltou a intervir no câmbio, realizando nova compra de moeda norte-americana em leilão no mercado à vista. Segundo o Depin (Departamento de Operações de Reservas Internacionais), a operação teve início às 15h45 e terminou às 15h55 (horário de Brasília), cuja taxa aceita ficou em R$ 1,912.

A grande fonte de pessimismo desta terça-feira ficou com a situação do grupo de serviços financeiros norte-americano CIT Group, que pode não evitar uma concordata.

Ainda na principal economia do mundo, o presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, disse em discurso que a economia começou a mostrar sinais de estabilização, embora não esteja livre de incertezas. O comandante do BC dos EUA, que identifica piora no mercado de trabalho, projeta uma melhora lenta e gradual da atividade econômica.

Indicadores

Com a agenda de indicadores pouco movimentada, destaque internacional para as vendas nas redes de lojas nos Estados Unidos, que recuaram 1,7% nas duas primeiras semanas de julho, quando comparadas ao mês anterior, ficando abaixo das projeções dos analistas. Vale destacar que os números atuais não incluem a participação do Wall-Mart, que afirmou que não irá mais reportar seus dados mensais.

No panorama doméstico, o IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado) referente ao segundo decêndio de julho apontou deflação de 0,27%, após a variação positiva de 0,07% registrada no mesmo período do mês anterior.

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Reunião do Copom

A terça-feira marca o primeiro dos dois dias de reunião do Copom (Comitê de Política Monetária). A expectativa majoritária é de nova redução de 0,50 ponto percentual, que levaria a Selic para 8,75% ao ano – o fim do ciclo de flexibilização monetária, conforme o último relatório Focus, divulgado pelo Banco Central.

Dólar fecha em alta após seis sessões

O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,9060 na compra e R$ 1,9080

na venda, alta de 0,21% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,0500, representando um ágio de 7,56%
em relação ao dólar comercial.
Apesar desta alta, o
dólar acumula desvalorização de 2,80% em julho, frente
à baixa de 0,61% registrada no mês passado.

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No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 18,36%.

Dólar futuro na BM&F
também fechou em alta

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em agosto
encerrou o dia cotado a R$ 1.910,
alta em relação ao fechamento
de R$ 1.902

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da última segunda-feira. O contrato com vencimento em setembro, por sua vez, fechou em alta,
atingindo R$ 1.925 frente
à R$ 1.917 do fechamento de

ontem.

O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,9070000.

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FRA de cupom cambial

Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 1,37% para setembro de 2009, 0,08 acima do fechamento anterior.