Morningstar destaca solidez e lucratividade de Itaú Unibanco e Bradesco

Analistas apontam aquisição de ativos, sob preços mais baixos, como opção para investimento de longo prazo

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SÃO PAULO – Pondo em evidência fatores como solidez, potencial de expansão e elevadas margens, o analista Maclovio Pina, da casa de equity research Morningstar, avaliou favoravelmente o investimento de longo prazo no Bradesco (BBDC4) e no Itaú Unibanco (ITUB4).

Antes de olhar mais profundamente no setor, o analista ressaltou a resiliência relativa da economia brasileira, comprovada por esta crise. “O Brasil é mais maduro e estável que outros mercados emergentes”, destacou o analista.

Fatores como a diversificação econômica, uma classe média em expansão e a menor dependência de exportações “tornam sua produção menos vulnerável à desaceleração global”, completou Pina.

Solidez e lucratividade

Destacando a rígida regulação implantada no Brasil ao longo da década de 1990, a Morningstar espera que a capacidade de geração de lucro dos bancos brasileiros não sofra tantas obstruções quanto a de seus pares com atuação global – muitos dos quais sucumbiram à ajuda governamental para sobreviver à crise.

Com base nos altos níveis de capitalização – quase o dobro da taxa média norte-americana – e alavancagem, o analista não acredita que Bradesco e Itaú Unibanco sejam forçados a elevar seu capital sob níveis de preço exageradamente baixos para suas ações.

Embora espere pelo impacto da desaceleração econômica no curto prazo, o analista aposta nas elevadas taxas de juro de mercado para a manutenção da lucratividade no longo prazo.

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Mercado sob controle

A respeito destas taxas, pondera que não são produto de uma explosão da inadimplência – como poderiam levar a crer, ao premiarem o risco do empréstimo -, mas sim da estrutura de mercado que concentra a maior parte do mercado em quatro instituições. O oligopólio “naturalmente favorece rendimentos mais elevados”, conclui Maclovio Pina.

Outro fator que destaca as duas instituições é a grande rede de varejo, responsável por aumentar a capacidade dos bancos em aproveitar a expansão da renda no Brasil, especialmente da classe média.

Olhando de perto

De modo específico, a Morningstar vê grande potencial para o Itaú Unibanco decorrente da fusão, além de suas operações no exterior como outra possível frente de crescimento. Já o Bradesco ganha destaque por seu modelo que combina de modo intenso as atividades de banco e seguros, o que proporciona grande capacidade de penetração junto à população brasileira.

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Destacando também o modelo de gestão conservador dos bancos brasileiros, o analista conclui que “preços com profundos descontos devem ser exatamente o que o investidor paciente precisa para comprar estas excelentes instituições”.