Elétricas disparam 6%, JBS afunda 15% com denúncia e bancos caem

Confira os principais destaques de ações desta quarta-feira

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13h12: Petrobras (PETR3, R$ 6,14, +3,02%; PETR4, R$ 4,29, +2,14%)
As ações da Petrobras tentam recuperar dois pregões de quedas e sobem nesta sessão, depois de manhã negativa. Os papéis seguem descolados dos preços do petróleo: ontem, com a commodity em forte alta, as ações caíram; enquanto hoje sobem, apesar do recuo do petróleo. Neste momento, o petróleo brent recuava 0,79%, a US$ 31,55 o barril, após o aumento de estoques da commodity nos Estados Unidos destruírem o otimismo da véspera de que os maiores produtores de petróleo cortem a produção para conter 19 meses de queda dos preços.

No radar da empresa, de acordo com a Folha de S. Paulo, os 60 mil participantes do principal fundo de pensão da Petrobras serão chamados a dar sua contribuição para cobrir um rombo que já dura três anos na Petros, fundação que administra a previdência privada da estatal. Segundo o jornal, a expectativa de conselheiros da Petros é de que o rombo anual chegue a quase R$ 20 bilhões. 

Ainda sobre a companhia, a Petrobras informou ontem à noite que não foi intimada sobre a liminar concedida pelo juiz federal João Paulo Pirôpo de Abreu, da cidade de Paulo Afonso, na Bahia, que suspende a venda da participação de 49% da Petrobras Gás S.A (Gaspetro) pela companhia. Na operação, concluída no dia 28 de dezembro de 2015, a empresa japonesa Mitsui Gás e Energia do Brasil (Mitsui-Gás) desembolsou R$ 1,93 bilhão (US$ 700 milhões).

A estatal disse que a defesa, mediante as medidas judiciais cabíveis, será feita oportunamente. A companhia destacou que a venda foi “realizada dentro da absoluta legalidade e aprovada, sem restrições, pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade)”.

A estatal ainda informou em comunicado que a BR Distribuidora aprovou a prorrogação do mandato do Conselheiro Segen Farid Estefen como Presidente do Conselho da subsidiária até a próxima Assembleia Geral Ordinária. Adicionalmente, foi aprovada a designação do Diretor de Operações e Logística da BR, Ivan de Sá Pereira Junior, como Presidente Interino dessa subsidiária até a próxima Assembleia Geral Ordinária.

Por fim, o MPF pediu a condenação de executivos da Andrade Gutierrez na Lava Jato e pediu ressarcimento à Petrobras de R$ 486 milhões, o dobro do que ficou comprovado como pagamento de propina nos contratos apurados neste processo, segundo os procuradores. O órgão pede ainda o confisco de mais R$ 243 milhões dos condenados, somando R$ 729 milhões.

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13h07: JBS (JBSS3, R$ 9,06, -8,11%)
As ações da JBS já afundam 15% em dois dias, indo para mínima de outubro de 2014, em meio à denúncia contra CEO do Grupo e mais sete executivos, incluindo os do Banco Rural, por crimes contra o Sistema Financeiro Nacional. Com a notícia, os papéis chegaram a cair até 11% somente ontem, mas encerraram em queda de 7%.

A denúncia se baseia em operações ilegais de concessão de empréstimos feitos em 2011 e inclui o CEO do Grupo JBS, Joesley Mendonça Batista, e o dono do Banco Rural, João Heraldo dos Santos. Segundo o MPF, os valores envolvidos nas operações, conhecidas como “troca de chumbo”, chegam na casa dos R$ 80 milhões. Em resposta à Bloomberg por email, a J&F, holding que controla a JBS, disse nesta tarde que não teve acesso ao conteúdo da denúncia. 

Em relatório desta manhã, o Credit Suisse ressaltou que o risco do papel aumentou com a notícia, contribuindo para pressão negativa no curto prazo, mas eles acreditam que essa queda pode abrir oportunidade no papel. “Enxergamos a ação muito barata, em boa parte precificando esse risco, e por isso mantemos a recomendação de compra”, comentaram os analistas. Para eles, o papel seguirá pressionado no curto prazo, mas isso seria uma oportunidade para comprar a ação, se continuar caindo. “JBS nos parece um dos papéis de alimentos mais baratos do mundo, destacaram.  

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Veja mais em: Os 30 minutos de pânico da JBS: ações caíram até 11% após denúncia contra CEO 

12h53: Elétricas
As ações das elétricas disparam nesta quarta-feira, com destaque para Copel (CPLE6, R$ 19,92, +6,52%), que figura como a terceira maior alta do Ibovespa neste momento. A companhia teve sua recomendação elevada pelo Citi para compra. Essa é a terceira sessão de ganhos da ação em 4 pregões. 

Na sequência, aparecem as ações da Cemig (CMIG4, R$ 4,70, +5,62%), que têm alta expressiva, pegando carona em um relatório da Bradesco Corretora, que elevou a ação de neutra para outperform (desempenho acima da média) na véspera. Os papéis da companhia também têm terceira alta em quatro pregões. 

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Outras elétricas também chamam atenção hoje: Eletrobras (ELET6, R$ 8,65, +6,00%) tem maior alta em 2 meses, reagindo à notícia sobre revisão dos valores na bandeira tarifária. Segundo comunicado da Aneel, a bandeira vermelha passa a ter 2 patamares, de R$ 3,00 e R$ 4,50, aplicados a cada 100 kWh. Ontem, ações da companhia fecharam com queda de 5,3%, após notícia sobre possibilidade de postergar venda de distribuidora. 

11h33: Smiles (SMLE3, R$ 27,59, +5,43%)
As ações da Smiles figuram como a segunda maior alta do Ibovespa, após afundar para mínima de fevereiro de 2014. Ontem, o Santander destacou em relatório que a companhia poderia ser uma das surpresas positivas na temporada de balanços do 4° trimestre, que teve início hoje no Brasil.   

Veja mais: 8 ações que podem roubar a cena na temporada de balanços

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11h25: BTG Pactual (BBTG11, R$ 16,04, -0,99%)
As units do BTG Pactual caem após leilão para venda de 3,13 milhões de units, ao preço de R$ 16,59, conforme informado pela BM&FBovespa nesta sessão. Se concluído toda a oferta ao preço previamente estipulado, o acionista – que não teve seu nome revelado – poderá embolsar R$ 51,9 milhões com a operação. 

10h40: Santander (SANB11, R$ 12,42, -1,66%)
Além do relatório pessimista do Credit Suisse sobre os bancos, o Santander é pressionado hoje por um resultado fraco no quarto trimestre. O BTG Pactual destacou como negativo a margem financeira caindo na trimestre e despesa para provisão para devedores duvidosos aumentando, enquanto o lucro veio abaixo do esperado. “Apesar do trimestre mais fraco que o esperado, 2015 foi um bom ano para o Santander, no entanto, está claro que 2016 será um ano difícil”, comentaram os analistas. 

Inaugurando a temporada de resultados, o Santander Brasil teve lucro líquido recorrente de R$ 1,6 bilhão no quarto trimestre, queda de 5,9% em relação ao trimestre imediatamente anterior. Desconsiderando as despesas com ágio, o lucro societário foi de R$ 1,167 bilhão, queda de 7,8%, também na comparação sequencial. 

No final de 2015, a carteira de crédito do banco espanhol no país somava R$ 260,988 bilhões, aumento de 6,3% em 12 meses e queda de 0,4% sobre setembro. O índice de inadimplência acima de 90 dias ficou em 3,2%, estável sobre o trimestre anterior e queda de 0,1 ponto percentual em relação ao final de 2014. A despesa do Santander Brasil com provisão para perdas com calotes entre outubro e dezembro somou R$ 3,497 bilhões, salto de 17,6% sobre o trimestre anterior.

10h35: Gol (GOLL4, R$ 1,20, +2,56%)
Conforme destaca matéria do jornal Valor Econômico de hoje, a recessão deverá manter pressão sobre passagens aéreas, citando executivos do setor de viagens, que projetam corte na oferta de voos para atenuar o impacto do quadro negativo sobre a rentabilidade das aéreas. Segundo o Estadão, a Anac quer rever direitos de passageiros para tentar baratear custo de bilhete. No ano, as ações da companhia já caem 52%. 

10h20: Educação
As ações da Ser Educacional (SEER3, R$ 6,52, -2,98%), que dispararam 12% na véspera em meio à novidade sobre o Fies, figurando como a maior alta do setor, corrigem a euforia hoje. Kroton (KROT3, R$ 7,80, -2,50%) também opera no negativo hoje, enquanto Estácio (ESTC3, R$ 10,78, +0,84%) e Anima (ANIM3, R$ 9,83, +2,50%) registram ganhos.  

Ontem, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, oficializou 250,3 mil vagas para o Fies no primeiro semestre de 2016, estável na comparação com o mesmo período do ano passado. Além disso, o ministro indiciou que 41% das vagas irão para a região Sudeste (contra 38% no 2° semestre de 2015), 47% para o Norte/Nordeste e Centro (52% em 2015) e 12% para o Sul (10% em 2015), mas não forneceu mais detalhes do programa para o segundo semestre. Ele disse apenas que será ao menos estável na comparação com o ano anterior, que foram cerca de 71 mil novos contratos.

Segundo o BTG Pactual, se confirmado, o resultado parece ruim para Kroton, dado que representará uma queda de 30% nos contratos do Fies na comparação anual e Anima, queda de 26%. Já Estácio se beneficiará de um aumento de 24% dos contratos, mas destaque especial para Ser Educacional, que virá um incremento de 91% dos contratos esse ano. Para os analistas, os resultados aumentaram suas preocupações em relação à dinâmica da captação da Kroton e Anima para esse ano. O Santander também destacou a Ser como a grande beneficiada pelo anúncio. 

10h12: Bancos
Os papéis dos bancos recuavam nesta sessão depois de relatório pessimista do Credit Suisse. Neste momento, caíam todos os grandes bancos: Banco do Brasil (BBAS3, R$ 12,77, -0,93%), Bradesco (BBDC3, R$ 18,54, +0,22%; BBDC4, R$ 17,13, -0,17%), Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 23,29, -1,27%) e Santander (SANB11, R$ 12,39, -1,90%).

Credit Suisse voltou a traçar um cenário bastante negativo para o setor. “Desde o nosso último relatório, o setor já caiu 24%, o que leva à questão: já chega?”. Para os analistas do Credit Marcelo Telles, Lucas Lopes, Alonso Garcia e Victor Schabbel, a resposta é simples: “não”. 

O Credit, que em outubro rebaixou a recomendação do Itaú Unibanco, Bradesco, Banco do Brasil, Santander e Itaúsa para underperform (desempenho abaixo da média do mercado), ressaltou que, desde então, os fundamentos econômicos têm se deteriorado. Isso deixa ainda mais espaço para a deterioração de lucros, que já eram pessimistas, e mais ainda para as estimativas do consenso, que ainda são de alta.

Com isso, eles mantêm recomendação underweight para todos eles, ressaltando que o principal risco para os ganhos é a qualidade dos ativos e o aumento das renegociações de crédito e o que isso pode significar como custo futuro.