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SÃO PAULO – Dado o impacto da crise financeira na economia nacional, o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) cortou suas estimativas para o PIB (Produto Interno Bruto) deste ano, passando de crescimento 2% para avanço no intervalo de 0,2% a 1,2%.
Conforme o órgão, o desempenho da atividade econômica nacional mostrou-se aquém de suas expectativas no decorrer do primeiro trimestre, dados os dados relatados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e pela pesquisa CNT (Contas Nacionais Trimestrais) no período.
Investimentos declinam, indústria também
Do lado dos componentes da demanda, o Ipea destaca negativamente a formação bruta de capital fixo, ao passo que o investimento registrou queda de 14% ante o primeiro trimestre do ano passado, o que se explica pela retração da demanda interna e pelas menores importações de bens de capital.
Já do lado da oferta, o desempenho ruim da indústria provocou o erro nas projeções. Dentre os setores, ênfase para a queda de 12,6% na taxa trimestral da indústria de transformação, acompanhada do recuo de 9,8% da construção civil – na mesma base de comparação.
Déficit menor
A reversão da tendência declinante nas exportações, com sensível melhora, fez com que o Ipea reduzisse sua projeção para o déficit de conta corrente, estimando montante entre US$ 17,5 bilhões e US$ 10,5 bilhões neste ano. A previsão anterior situava-se no intervalo de US$ 25 bilhões a US$ 18 bilhões.
Para o Ipea, a melhora nas exportações se deve a “uma significativa ampliação da participação da China na nossa pauta de exportações”, bem como pela quebra de alguns concorrentes na produção de commodities, como soja e açúcar.