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SÃO PAULO – O FMI (Fundo Monetário Internacional) publicou nesta sexta-feira (31) um relatório sobre as condições econômicas dos Estados Unidos, elaborado através de discussões bilaterais com membros do governo norte-americano. Para a instituição, como resultado das medidas agressivas adotadas pelo país, “a forte queda na atividade econômica parece estar terminando”.
Entretanto, assim como tem sido frisado por diversos economistas, o FMI ressalta que as restrições financeiras ainda estão elevadas e irão pesar no consumo e nos investimentos, de forma que a “recuperação provavelmente será gradual e os riscos ainda são de declínio”.
Além dos problemas internos da economia norte-americana, a diretoria do fundo afirma que o enfraquecimento de parceiros comerciais dos Estados Unidos também será um desafio, pressionando principalmente as exportações.
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Do lado do crescimento potencial, embora avaliem que este pode permanecer abaixo da média por um período de tempo considerável, alguns diretores esperam que a crise tenha efeitos pouco duradouros, especialmente se considerada a “flexibilidade da economia” norte-americana.
Recomendações
Conforme o relatório do FMI, as recomendações da diretoria foram de que os passos tomados através do Financial Stability Plan, como os testes de estresse, as garantias e injeções de capitais, contribuíram para a melhora das condições financeiras. Entretanto, o governo deve continuar monitorando e testando as vulnerabilidades.
Os diretores apoiaram a implementação rápida de uma nova estrutura para instituições financeiras não bancárias e informaram que a limpeza das folhas de balanço continua sendo uma prioridade, de forma que mais medidas devem ser tomadas para encorajar os bancos a reportarem as baixas contábeis de ativos podres.
Por fim, caso os riscos de declínio se materializarem, o FMI considera que medidas adicionais de flexibilização de crédito e estímulos fiscais poderiam ser consideradas. “Os diretores avaliaram positivamente o compromisso das autoridades em preparar políticas dentro de uma estrutura sólida de médio prazo”, conclui o documento.
Perspectivas
“O médio e longo prazo irão trazer uma série de grandes desafios”, alerta o FMI. Segundo o órgão, para o médio prazo, as dificuldades incluirão “a formulação de estratégias de saída das intervenções para estabilizar o sistema financeiro, assim como os estímulos extraordinários da política monetária”.
“Para o longo prazo, os desafios incluem a abordagem das fraquezas na supervisão e regulação financeira expostas pela crise, estabilização as finanças públicas (particularmente à luz das crescentes pressões dos direitos), e adaptação a um ambiente de aumento nas poupanças e crescimento menor enquanto os balanços dos indivíduos se ajustam”, acrescenta.