Ibovespa é contagiado pelo ânimo externo e dispara de olho na alta das commodities

Bons indicadores guiam ganhos das bolsas lá fora; Petrobras e Vale dão fôlego extra ao índice por aqui; dólar em forte queda

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SÃO PAULO – O clima otimista predominante na abertura dos negócios se estende à tarde desta segunda-feira (1), que é de fortes ganhos nos mercados. O bom humor com a economia sustenta a alta no valor das commodities, o que, por sua vez, orienta o movimento positivo da bolsa brasileira. Também influenciado pelo bom desempenho dos índices de Wall Street nesta tarde, o Ibovespa registra alta próxima de 2,8%, contornando os 54.700 pontos. O volume financeiro do índice é de R$ 3,8 bilhões.

Além das melhores expectativas em torno da economia, as bolsas norte-americanas são influenciadas pelos desdobramentos do pedido de concordata da General Motors. Confirmando as expectativas do mercado, a montadora deu entrada em pedido de recuperação judicial com base no capítulo 11 do código de falências dos Estados Unidos. Com a notícia aparentemente precificada pelos investidores, os papéis da empresa disparam 12% nesta tarde.

Na esfera econômica, os sinais de melhora nas economias norte-americana e chinesa também animam os investidores. O indicador que mede o nível de atividade industrial nos Estados Unidos ficou acima do esperado em maio, mês em que a atividade manufatureira da China também registrou expansão. Como resposta às referências econômicas favoráveis, o preço das commodities registram forte elevação nesta tarde, em especial petróleo e metais.

Aqui dentro, o noticiário coloca em evidência justamente algumas das principais blue chips do País, que disparam diante do impulso da forte performance das commodities no mercado internacional. Destaque para a Vale, que volta a ser alvo de especulações acerca do reajuste no preço do minério de ferro junto a siderúrgicas asiáticas. Reagindo à valorização nos preços do cobre e alumínio, as ações da mineradora apresentam alta robusta nesta tarde.

Petróleo e minério

Contagiado pelo bom humor verificado em Wall Street, o Ibovespa registra forte alta nesta tarde guiado pelos papéis de Petrobras e Vale. Caminhando na direção da terceira alta consecutiva, o índice ultrapassa os 54.700 pontos pela primeira vez desde o dia 1 de setembro do ano passado.

Influenciadas pelo avanço nas cotações do barril de petróleo, as ações da Petrobras registram fortes ganhos nesta tarde. Além disso, a empresa notificou a ANP (Agência Nacional do Petróleo) sobre uma nova descoberta de vestígios de petróleo no bloco ES-T-364, situado na bacia de Espírito Santo.

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A performance positiva do setor de alimentos também dá fôlego à bolsa brasileira, com os papéis da JBS Friboi no destaque positivo do benchmark nesta tarde. Ainda no setor, a Marfrig vê seus papéis subirem forte após o anúncio de que a Quickfood começou a analisar o projeto de construção de dois confinamentos próprios, com capacidade de 22 mil cabeças estáticas cada um.

Extremos

Entre os destaques de alta estavam os papéis
JBS ON (JBSS3, +7,28%),
ALL UNT N2 (ALLL11, +6,08%),
Gerdau Met PN (GOAU4, +5,71%),
Vale ON (VALE3, +5,16%) e BMF Bovespa ON (BVMF3, +5,01%).
Por outro lado, as ações
CCR Rodovias ON (CCRO3, -2,46%),
Telemar ON (TNLP3, -2,07%),
TIM Part ON (TCSL3, -1,57%),
Eletrobras ON (ELET3, -1,23%) e Klabin PN (KLBN4, -0,89%).
encerraram a manhã em queda.

Os maiores volumes ficaram com
Vale PNA (VALE5, R$ 554,35 milhões), Petrobras PN (PETR4, R$ 484,06 milhões), BMF Bovespa ON (BVMF3, R$ 165,86 milhões), Itau Unibanco PN (ITUB4, R$ 125,06 milhões) e Vale ON (VALE3, R$ 111,19 milhões).

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Dólar cai

Sem trazer muitas alterações desde a abertura, o dólar comercial opera em queda nesta tarde, diante do otimismo nas bolsas. Há pouco, a moeda era negociada a R$ 1,94, baixa de 1,6% frente ao observado na sexta-feira.

Na agenda doméstica, pela quarta semana consecutiva, o relatório Focus, elaborado pelo Banco Central, revisou para baixo suas estimativas para a economia brasileira, esperando agora que o PIB (Produto Interno Bruto) recue 0,73% em 2009. Destaque também para o terceiro corte seguido nas projeções para o câmbio, sendo esperado que o dólar encerre o ano cotado a R$ 2,04.

No âmbito inflacionário, o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal) de 31 de maio marcou inflação de 0,39%, taxa 0,07 ponto percentual inferior à registrada na medição anterior. A produção industrial brasileira, por sua vez, avançou 1,1% na passagem de março para abril, segundo pesquisa formulada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

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Completando as referências divulgadas no País, a balança comercial registrou um saldo positivo de US$ 901 milhões na quarta semana de maio, diferença das exportações da ordem de US$ 2,907 bilhões e importações de US$ 2,006 bilhão. Com o resultado, o saldo acumulado no ano avançou para US$ 9,372 bilhões.