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SÃO PAULO – O índice que mede a atividade dos negócios não ligados à manufatura nos EUA, do Institute for Supply Management, deve reportar seu maior nível nos últimos oito meses, segundo levantamento feito pela Bloomberg. O consenso apurado para o indicador é de 45 pontos – lembrando que qualquer pontuação abaixo dos 50 pontos é sinal de retração.
Dois dos maiores segmentos da economia norte-americana têm dado sinais de estabilização. Em maio, as manufaturas registraram sua menor queda desde o início da crise, em reflexo ao aumento do número de pedidos na indústria dos EUA. No entanto, o noticiário corporativo em torno das montadoras do país desanima.
Corroborando a maré de boas notícias, a melhora na confiança e a estabilização nos setores imobiliário e manufatureiro parecem dar respaldo às estimativas de que a crise começa a caminhar para seu final. Ainda assim, é bom ter em conta o elevado número de postos de trabalho perdidos, assim como as fortes restrições ao crédito, que constrangem o principal motor da economia norte-americana: o consumo, responsável por cerca de 70% da atividade.
No Reino Unido
A cena é parecida para os britânicos. O índice do Chartered Institute of Purchasing and Supply, que mede a atividade das indústrias de serviços, atingiu os 51,7 pontos, contra as estimativas de 49,5 pontos feitas por analistas consultados pela agência de notícias. Em abril, a marca foi de 48,7 pontos e aqui, novamente, uma pontuação superior a 50 pontos é indicativa de expansão.
O resultado surpreendeu: não se via crescimento para o setor, que engloba desde bancos até companhias aéreas, há um ano. Novidade positiva também para a confiança do consumidor britânico, que atingiu seu maior nível nos últimos seis meses, de acordo com a Nationwide Building Society.
São boas novas, especialmente depois do anúncio preocupante de que a economia do Reino Unido encolheu 1,9% no primeiro trimestre deste ano, a maior variação negativa vista pelo país em trinta anos.