Analistas técnicos traçam panorama para o mercado nacional e internacional

Ibovespa, Dow Jones, Petrobras, Vale e petróleo no foco da análise; ativos formaram topos ou manterão tendência de alta?

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SÃO PAULO – O mês de junho começou tumultuado para a renda variável brasileira. Após um começo de semana em alta, o Ibovespa reverteu sua tendência entre terça-feira (2) e quarta-feira, para recuperar-se bem na quinta-feira, fechando o dia na máxima (53.463 pontos).

Por sua vez, no último pregão da semana, o índice abriu em forte alta em resposta ao desempenho do Relatório de Emprego norte-americano, mas ao longo do intraday foi perdendo força, aproximando-se de sua média móvel de 10 dias.

Neste emaranhando de tendência está o investidor, com uma dúvida central: depois do avanço de maio, será mantida a tendência de alta, ou já encontramos os topos do mercado?

Para responder esta dúvida, a equipe da Adinvest e da Focques Analistas Técnicos, juntamente com Marlo Ignatowski Barcelos, da Investor, e Eduardo Collor, da Ativa Corretora, avaliam, por meio da análise técnica, os principais indicadores de tendência do mercado internacional e nacional.

Como andam os índices?

Ibovespa

O principal índice da bolsa de São Paulo encontra-se na luta com a resistência dos 54.200 pontos e com sua LTA (Linha de Tendência de Alta) principal, por onde passa a média móvel de 21 períodos.

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Para engrenar uma nova tendência de alta, o Ibovespa necessariamente precisa romper a casa dos 54 mil pontos com um volume acima da média, afirma a equipe da Adinvest, para mirar assim os 57.000 pontos.

Se perder consecutivamente os 52.000 e 51.645 pontos, o índice, além de perder sua LTA de curto prazo, reverte sua tendência de alta, com principal objetivo em 50.720 pontos, assinala a equipe.

Dow Jones

Enquanto isso, o Dow Jones tenta se firmar acima de sua média móvel de 200 dias, ou seja, sobre os 8.709 pontos, aponta a equipe da Focques.

Superando definitivamente este patamar e, consequentemente, deixando para trás sua LTB (Linha de Tendência de Baixa) no gráfico diário, o índice ingressa em uma tendência de alta total, visando os 9.100 pontos.

Entretanto, caso o Dow Jones não consiga superar com força a média móvel de 200 dias, tendo em vista o volume descrente atual, esta região pode ser considerada um topo importante. Abaixo, suportes em 8.598 pontos e 8.414 pontos, indica a equipe da Focques.

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Uma olhada no petróleo

Na hora de investir, além de parâmetros amplamente já conhecidos, como mercado norte-americano e o Ibovespa, o investidor deve focar sua atenção às commodities, já que as empresas de maior relevância do principal índice da bolsa paulista, Vale (VALE3, VALE5) e Petrobras (PETR3, PETR4), trabalham essencialmente com materiais básicos.

Em um amplo canal de alta, resultado da forte alta verificada nos últimos pregões, a cotação do petróleo em Nova York testou nas últimas duas sessões a banda superior de seu canal, afirma Barcelos.

Além disso, o ativo deixou no gráfico diário dois Dojis na casa de US$ 66,82, uma indicação de forte resistência segundo os conceitos de análise técnica, o que pode resultar em uma realização mais forte até os US$ 54,40.

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Caso ignore a sinalização de topo, a cotação do petróleo em Nova York mira, primeiramente, o perímetro dos US$ 74,00 por barril, com objetivo secundário em US$ 86,26, voltando para os patamares de setembro de 2008.

Por falar em commodities…

As ações preferenciais da Petrobras encontram-se em uma congestão entre R$ 35,40 e R$ 33,10, região qual formou um Harami de alta, de acordo com Collor. Entretanto, o que mais chama atenção é o Doji formado na segunda-feira, um forte sinal de topo.

Deste modo, é fundamental para o investidor acompanhar o desempenho do papel com stops bem definidos, a fim de evitar prejuízos e maximizar os lucros. Portanto, atenção aos testes na média móvel de 21 dias e no rompimento da congestão, com próxima resistência em R$ 37,40.

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No caso da Vale a situação é mais delicada, uma vez que formou um O-C-O (Ombro-Cabeça-Ombro) em seu gráfico diário, afirma Collor. Pelo conceito de análise técnica, o padrão indica reversão para baixa.

Sendo assim, o principal suporte a ser acompanhado no caso dos papéis preferenciais classe A da mineradora instala-se em R$ 30,80, por onde passa a linha do pescoço da formação. Para anular a figura, é necessário romper os R$ 33,60.