JBS e Cetip dominam exercício de opções, que movimenta R$ 1,53 bilhão

Frigorífico apareceu com a opção mais movimentada do mês, seguido por dois contratos de compra das ações da Cetip

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SÃO PAULO – Segundo a BM&FBovespa, o exercício das opções sobre ações movimentou R$ 1,53 bilhão nesta segunda-feira (16). Deste total, R$ 936,65 milhões vieram do exercício de opções de venda e os R$ 602,26 milhões restantes vieram de opções de compra.

Entre as cinco opções mais movimentadas, destaque para as ações da JBS (JBSS3) a R$ 14,33, que movimentaram R$ 76,20 milhões para venda. Destaque também para as opções de compra da Cetip (CTIP3) com os contratos a R$ 37,30 e R$ 35,30 movimentando R$ 71,31 milhões e R$ 35,30 milhões, respectivamente.

Completando o “top 5”, ficaram as opções de venda de Petrobras (PETR4) a R$ 8,40 e de venda de Bradesco (BBDC4) a R$ 27,74, movimentando, respectivamente, R$ 34,32 milhões e R$ 33,29 milhões. 

O que é uma opção?
A opção é um derivativo negociado na Bolsa de Valores. E como qualquer derivativo, seu preço “deriva” da oscilação do ativo ao qual ela se lastreia – no caso de uma opção de ação, o contrato varia de acordo com as oscilações desta ação na Bovespa. Quem compra uma opção está adquirindo o “direito” de comprar ou vender alguma ação; já quem vende a opção tem a obrigação de atender a exigência daquele que comprou o contrato. 

Existem dois tipos de opções: de compra (call) e de venda (put). Quando um investidor compra uma “call”, ele está adquirindo o direito de comprar uma determinada ação a um preço já estabelecido (que é preço de exercício, ou “strike”) até um dia de vencimento já firmado. Para o investidor que compra uma “put”, ele está adquirindo o direito de vender uma ação até um dia determinado a um valor já estabelecido.

Existem dois tipos de opções: de compra (call) e de venda (put). Quando um investidor compra uma “call”, ele está adquirindo o direito de comprar uma determinada ação a um preço já estabelecido (que é preço de exercício, ou “strike”) até um dia de vencimento já firmado. Para o investidor que compra uma “put”, ele está adquirindo o direito de vender uma ação até um dia determinado a um valor já estabelecido.

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Dados históricos dos vencimentos de opções:

Vencimento Opções de compra
(R$ milhões)
Opções de venda
(R$ milhões)
Total
(R$ milhões)
16/11/2015 602 936 1.530
19/10/2015 1.721 751

2.470

21/09/2015 1.023 1.281 2.304
17/08/2015 479 1.564 2.040
20/07/2015 887 1.165 2.050
15/06/2015  946  1.593 2.530
18/05/2015 2.166 758 2.920
20/04/2015 927 2.389 3.310
16/03/2015 804 1.308 2.110
09/02/2015 707 870 1.570
19/01/2015 683 1.498 2.180
15/12/2014 325 3.2624 3.580
17/11/2014 692 3.470 4.160
20/10/2014 1.286 2.339 3.626

Fonte: BM&F Bovespa

Vencimento eleva volatilidade
A forte oscilação verificada em dias de vencimento de derivativos reflete a disputa entre “comprados” e “vendidos”. De modo geral, os “comprados” apostam na alta das ações, enquanto os “vendidos” visam o fraco desempenho dos papéis.

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Neste cenário, os “comprados” tendem a adquirir grandes quantidades de ações, na tentativa de elevar seu preço, enquanto os “vendidos” promovem a venda dos papéis, com o intuito de derrubar as cotações.

Vale lembrar que esse movimento ganha força na medida em que as ações mais negociadas nos contratos de opções costumam carregar participação significativa no Ibovespa.


Repórter de mercados do InfoMoney, escreve matérias sobre ações, câmbio, empresas, economia e política. Responsável pelo programa “Bloco Cripto” e outros assuntos relacionados à criptomoedas.