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SÃO PAULO – No relatório “Cenário para Investimentos” do Banco Cruzeiro do Sul, o economista Alberto Furuguem delineia o cenário atual do mercado de capitais brasileiro e possíveis caminhos para os próximos períodos.
Mesmo com os sucessivos cortes na taxa básica de juro (Selic) pelo Copom (Comitê de Política Monetária), “o Brasil continua sendo um ambiente privilegiado para os investidores de renda fixa”, afirma Furuguem.
Na verdade, considerando o patamar atual da Selic, que está em 9,25% ao ano e a inflação, que está na casa de 4% ao ano, o juro básico real fica na casa dos 5% ao ano, enquanto que nos principais mercados globais esse é negativo.
Ações
O mercado de ações também desperta grande interesse por parte dos investidores, e nos últimos meses continua a “surpreender positivamente”, aponta o economista, como reflexo da expectativa de lucros futuros e retomada da economia global.
Nesse sentido, os mais atentos aos movimentos da bolsa têm conseguido bons resultados em virtude da regularidade das altas e das baixas, comprando quando o mercado cai e vendendo também sistematicamente quando o mercado sobe.
Dólar
Já o desempenho do dólar se mantém como uma incógnita, apresentando nos últimos períodos uma “evolução de difícil previsão”. Antes da crise as apostas eram de um real em contínua valorização, o que se mostrou desastroso para muitas empresas.
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Com o aprofundamento da recessão global a moeda norte-americana disparou, chegando à casa dos R$ 2,50. Agora a moeda brasileira volta a se valorizar. Contudo, aponta Furuguem, se essa alta de tornar exagerada o governo poderá intervir, restringindo a entrada de dólares no país.