Vai dar “match” com o mercado? Dona do Tinder vai passar a ter ações na Bolsa

A Match Group engloba 45 marcas e tem produtos de namoro em 38 idiomas, com cerca de 59 milhões de usuários ativos mensais, sendo 4,7 milhões deles como membros pagos

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SÃO PAULO – Na última segunda-feira (18) a Match Group, dona de aplicativos de relacionamento como o Tinder, deu as primeiras informações sobre a realização de seu IPO (Oferta Pública Inicial, na sigla em inglês). De acordo com a companhia, serão oferecidas 38,3 milhões de ações, e a faixa de precificação será entre US$ 12 e US$ 14, o que leva a um valor máximo a ser levantado de US$ 536,7 milhões.

A companhia fará parte da Nasdaq Global Select Market sob o ticker MTCH. A Match Group engloba 45 marcas e tem produtos de namoro em 38 idiomas. A empresa tem cerca de 59 milhões de usuários ativos mensais, com 4,7 milhões deles como membros pagos, considerando dados de 30 de setembro.

Um fator que chamou atenção do mercado no prospecto da companhia é ela assumir que ataques hackers são um risco persistente para a empresa. “Estamos freqüentemente sob ataque de autores de eventos relacionados à tecnologia maliciosos aleatória ou orientada”, diz o documento.

Isso pode ser um grande risco para a Match, principalmente lembrando o recente caso do vazamento de informações do site Ashley Madison. A empresa diz que tem investido em infra-estrutura para se proteger contra ataques, mas que também pode ser vulnerável caso ocorra ataques a terceiros associados com o aplicativo.

A Match Grup registrou lucro líquido de US$ 148 milhões em 2014, US$ 126 milhões em 2013 e US$ 90,3 milhões em 2012. Além disso, a receita da companhia passou de US$ 713 milhões em 2012 para US$ 888 milhões em 2014. A maior parte da receita vem de usuários nas plataformas que pagam taxas regulares de adesão. Para os investidores, porém, esta melhora não vai significar um “bônus”, já que a Match disse que não espera pagar dividendos “em um futuro previsível”.

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Rodrigo Tolotti

Repórter de mercados do InfoMoney, escreve matérias sobre ações, câmbio, empresas, economia e política. Responsável pelo programa “Bloco Cripto” e outros assuntos relacionados à criptomoedas.