Ibovespa Futuro zera seguindo exterior; China e meta fiscal seguem no radar

Enquanto o dia é fraco no exterior em meio às preocupações com a economia chinesa, a perspectiva por anúncio da redução da meta fiscal, o novo pedido de impeachment e as tensões em volta de Levy seguem no radar

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SÃO PAULO – Após abrir em queda, o Ibovespa Futuro zera as perdas nesta terça-feira, com um noticiário bastante movimentado. Enquanto o dia é de leves quedas no mercado internacional ainda repercutindo as preocupações com a economia chinesa, o cenário doméstico também chama a atenção. Às 09h43 (horário de Brasília), o contrato futuro com vencimento em dezembro oscilava 0,01% para cima, a 48.105 pontos, acompanhando o exterior, que ameniza as perdas, assim como a menor queda do preço do petróleo. 

No radar doméstico, está a defesa contundente da presidente Dilma pela permanência do ministro da Fazenda Joaquim Levy, além da expectativa pela nova meta. De acordo com o colunista Fernando Rodrigues, do UOL, o governo deve anunciar na quinta-feira um rombo de até R$ 50 bilhões, ou déficit primário de 0,85% do PIB, o que seria o maior da história. 

Destaque ainda para a notícia do jornal Valor Econômico de que o Ministério da Fazenda trabalha numa proposta de acerto de contas entre a União e o BNDES para quitar R$ 24,5 bilhões das “pedaladas fiscais” e cumprir a exigência feita pelo TCU (Tribunal de Contas da União) de que as contas sejam regularizadas. 

Entre os dados econômicos nacionais, sob forte pressão do avanço dos preços de produtos agropecuários e industriais no atacado, o Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) acelerou a alta a 1,86% na segunda prévia de outubro, contra avanço de 0,65% no mesmo período do mês anterior.

No cenário internacional, o principal índice acionário da Ásia, que exclui o Japão, recuou nesta terça-feira após os preços das commodities se enfraquecerem com os dados fracos de crescimento da China e menor apetite por risco. O dia também é de queda para as bolsas europeias seguindo a baixa das commodities e também de olho na temporada de resultados; o dia também é de queda para os índices futuros norte-americanos. 

Hong Kong teve baixa de 0,37% e Xangai registrou uma valorização de 1,11%, este último com uma alta das ações de empresas com menor valor de mercado reacendendo o interesse dos investidores, prejudicado mais cedo pela fraqueza das blue-chip, e impulsionando todos os setores na última hora de negócios.

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Já o índice australiano teve queda de 0,65 por cento uma vez que preocupações com a China pesaram sobre as ações de energia e mineração na esteira dos dados do Produto Interno Bruto (PIB) chinês divulgados na segunda-feira.

“Os números oficiais do PIB mostraram que o crescimento desacelerou para 6,9 por cento em relação ao ano passado no terceiro trimestre, abaixo dos 7 por cento nos dois primeiros trimestres. Infelizmente, esses números têm que ser vistos com certo cuidado”, escreveram economistas do Capital Economics.

(Com Reuters)

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Lara Rizério
Mercados | Economia | Onde Investir

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.