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SÃO PAULO – A OCDE (Organização para Cooperação Econômica e Desenvolvimento) pronunciou-se a favor de que as autoridades monetárias de Brasil e México promovam uma expansão de crédito para reacender suas economias. Neste momento de aparente começo do fim da crise, pode ser “tentador” aliviar a intensidade das políticas flexibilizadoras. “Tentador, mas errado”, afirma.
O caso do Brasil, vale ressaltar, é visto de maneira especial. A OCDE projeta para o produto brasileiro um recuo de 0,8% neste ano e entende que os níveis de atividade brasileira já dão indícios de recuperar-se da sensível queda nas exportações do País e da estabilidade nos preços domésticos.
A expectativa é de que Henrique Meirelles, o presidente do Banco Central do Brasil, dê prosseguimento ao ciclo de cortes no juro básico brasileiro, afirma a entidade. A projeção tem razão de ser: a OCDE lembra que a inflação por aqui deve fechar 2009 a 4,2%, contra o acumulado de 5,9% no ano passado.
México
Em relatório, a instituição aponta que a atividade mexicana, segundo suas estimativas, só deve ver uma retomada ao final do ano, depois de cair 8%. Para explicar um movimento tão forte de recessão, é levado em conta o medo que assolou o país quanto à epidemia de gripe suína, que afugentou turistas e comprometeu a produção da indústria.
A entidade entende que o programa de estímulo do presidente mexicano Felipe Calderón teve alcance pouco amplo e preconiza a tomada de atitudes mais contundentes por parte do governo local para resgatar o país dos efeitos nocivos da crise.