Dólar comercial amplia queda da abertura e recua 0,76% no começo da tarde

Sessão positiva na renda variável favorece desvalorização da moeda norte-americana; BC não confirma intervenções

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SÃO PAULO – Sem alterar a trajetória desde o começo do dia, o dólar comercial inicia a tarde desta quarta-feira (24) com baixa de 0,76%, sendo negociado de volta a R$ 1,96. O movimento reflete melhora no ânimo dos investidores, que beneficia as bolsas.

O clima menos pessimista encontra espaço na agenda econômica, com a dupla Durable Good Orders e New Home Sales. O primeiro, que avalia o número de pedidos de bens duráveis feitos à indústria norte-americana, surpreendeu ao apontar alta de 1,8% em maio, enquanto era esperada queda de 0,9%.

O segundo indicador, relativo à venda de imóveis novos nos EUA, ficou abaixo do esperado, mas próximo ao desempenho passado. O número foi de 342 mil residências em maio, enquanto o consenso indicava 360 mil. Em abril, o indicador revelou 344 mil.

Sessão movimentada

A quarta-feira promete ser bastante movimentada até o fechamento e, nos EUA, a pauta econômica conta ainda com os números sobre os estoques de petróleo e a decisão do Federal Reserve sobre a política monetária.

O panorama doméstico traz referências sobre a trajetória da inflação, com os números do IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que revelaram alta de 0,38% nos preços em junho. Antes dele, o IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor – Fipe) chamou atenção ao apontar 0,16% na terceira prévia do mês.

O Banco Central brasileiro continua sem confirmar novas operações no mercado de câmbio e, na véspera, a instituição realizou pela trigésima segunda vez consecutiva a aquisição de dólares no mercado à vista.

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Mercado paralelo

No mercado paralelo, a moeda norte-americana está sendo negociada a R$ 2,0900 na venda, representando um ágio de 6,42% em relação ao dólar comercial.