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SÃO PAULO – Após apresentar quedas consideráveis durante boa parte da sessão, refletindo os bons sinais referentes à recuperação da economia mundial, o dólar comercial chegou a inverter tendência no fim das negociações, após o anúncio da decisão do Federal Reserve sobre a política monetária norte-americana. Mesmo assim, demonstrando volatilidade no final desta quarta-feira (24), a moeda dos EUA encerrou o dia com leve queda de 0,05% face ao real, sendo cotado na venda a R$ 1,980.
Referências internas também repercutiram nesta sessão. Divulgado pelo Banco Central, o fluxo cambial dos 14 primeiros dias úteis de junho apresentou um saldo positivo de US$ 380 milhões, acumulando no ano um superávit de US$ 1,97 bilhão.
A autoridade monetária ainda informou ter captado do mercado US$ 242 milhões no mercado à vista na última semana por meio de leilões. No entanto, assim como na sessão anterior, o BC não realizou nenhuma intervenção no mercado cambial nesta quarta-feira.
Decisão do Fed
Foi decidido pelo Fomc (Federal Open Market Committee), comitê de mercado aberto do Federal Reserve, a manutenção do juro básico norte-americano na faixa entre 0% e 0,25% ao ano – menor patamar de sua história. O comitê ainda reiterou os compromissos de compra e de garantia de títulos, com o intuito de estimular o mercado de crédito e o imobiliário.
Apesar de afirmar que “as condições no mercado financeiro em geral melhoraram nos últimos meses”, a autoridade monetária avalia que a atividade deva permanecer fraca por algum tempo, o que justifica os “níveis excepcionalmente baixos” da Fed Funds Rate por um período estendido de tempo.
Sobre a questão inflacionária, o Fed disse apostar que a inflação permaneça suave por algum tempo. Mesmo assim, afirmou que suas decisões “envolvem todas as ferramentas disponíveis para promover recuperação da economia e preservar a estabilidade dos preços”.
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Outras referências
O otimismo visto nos mercados durante a manhã foi reflexo das novas perspectivas divulgadas pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), diminuindo sua expectativa de retração do produto global.
Dentre os indicadores da agenda, destaque para o Durable Good Orders e o New Home Sales, ambos referentes ao mês de maio: enquanto o primeiro mostrou que os pedidos de bens duráveis feitos à indústria surpreenderam as expectativas, o segundo apontou que a venda de imóveis, apesar de abaixo do esperado, ficou próxima ao desempenho passado.
Na agenda doméstica, destaque para os indicadores inflacionários, que apresentaram taxas menores do que as anteriores. O IPCA-15
(Índice de Preços ao Consumidor Amplo) revelou alta nos preços de 0,29% em junho, enquanto a versão trimestral (IPCA-E) registrou um patamar de 1,33%. Por fim, o IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor – Fipe) da terceira quadrissemana do mês apresentou inflação de 0,16%.
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Por fim, a nota do setor externo mostrou que o resultado global do balanço de pagamentos brasileiro em maio deste ano foi superavitário em US$ 3,745 bilhões, enquanto, no mesmo período de 2008, esta conta registrara um saldo positivo de US$ 4,03 bilhões.
Confira as cotações do dólar
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,9780 na compra e R$ 1,9800
na venda, leve baixa de 0,05% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,1100, representando um ágio de 6,67%
em relação ao dólar comercial.
Apesar desta queda, o
dólar acumula valorização de 0,25% em junho, frente
à baixa de 9,53% registrada no mês passado.
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No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 15,28%.
Dólar futuro na BM&F
também fechou em queda
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em julho
encerrou o dia cotado a R$ 1.988,
baixa em relação ao fechamento
de R$ 1.983
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da última terça-feira. O contrato com vencimento em agosto, por sua vez, fechou em baixa,
atingindo R$ 1.996 frente
à R$ 1.999 do fechamento de
ontem.
O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,9850000
FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 1,08% para agosto de 2009, 0,16 ponto percentual abaixo do fechamento anterior.