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SÃO PAULO – Depois de sinalizar ganhos até o início da tarde, o mercado perdeu força instantes após a divulgação do resultado da reunião do Federal Reserve. Mesmo confirmando as expectativas e mantendo a Fed Funds Rate em sua mínima histórica, a autoridade monetária não anunciou qualquer alteração em seu programa de compra de títulos públicos e privados, fator que gerou alguns questionamentos no mercado internacional.
Em meio a este cenário, o Ibovespa inverteu sua tendência no meio da tarde e encerrou a quarta-feira (24) com desvalorização de 0,28%, atingindo 49.672 pontos. O volume financeiro totalizou R$ 5,3 bilhões. Lá fora, os índices acionários de Wall Street voltaram a encerrar com sinais opostos, com o Dow Jones no campo negativo. Em dia de leilão de venda de US$ 37 bilhões em Treasuries de cinco anos pelo Tesouro dos Estados Unidos, os preços dos títulos caíram após quatro dias seguidos de alta em reação à divulgação do Fed.
O Banco Central norte-americano citou sinais de melhora da economia e minimizou riscos de inflação, mantendo o juro básico do país na faixa entre 0% e 0,25% pela quarta reunião seguida. O colegiado ainda sinalizou que a Fed Funds Rate deve se manter em níveis excepcionalmente baixos por algum tempo, reduzindo a apreensão em torno de prováveis pistas de uma elevação no juro.
Wall Street
Antes do resultado da reunião, os mercados eram impulsionados pelas novas perspectivas divulgadas pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), diminuindo sua expectativa de retração do produto global neste ano.
No cenário corporativo, destaque para o setor de tecnologia, em resposta ao lucro líquido acima das estimativas revelado pela produtora de softwares Oracle, cujas ações dispararam 7%.
Ibovespa vira e cai
Na bolsa brasileira, as atenções se voltaram para a oferta de ações da Visanet, que confirmou a exclusão de mais 18 corretoras do processo em função da veiculação de material publicitário não aprovado pelas autoridades.
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Além do peso das ações da Vale, que caíram forte, os ativos da Duratex lideraram as perdas do Ibovespa na sessão. Cabe lembrar que as ações da companhia vinham de três pregões seguidos de valorização com o anúncio de fusão com a Satipel.
Entre os ganhos, destaque para os papéis da Rossi Residencial, que acumulam melhor desempenho do Ibovespa no ano, com 105% de valorização.
Dólar recua
Demonstrando volatilidade, o dólar comercial encerrou com leve queda de 0,05%, cotado na venda a R$ 1,980.
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Divulgado pelo Banco Central, o fluxo cambial dos 14 primeiros dias úteis de junho apresentou um saldo positivo de US$ 380 milhões, acumulando no ano um superávit de US$ 1,97 bilhão.
A autoridade monetária ainda informou ter captado US$ 242 milhões no mercado à vista na última semana por meio de leilões. No entanto, assim como na sessão anterior, o BC não realizou nenhuma intervenção no mercado cambial nesta quarta-feira.
O IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo – 15) de junho apresentou inflação de 0,38%. O resultado foi 0,21 ponto percentual menor do que o registrado em maio, de acordo com informações trazidas pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
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Também no campo inflacionário, a terceira prévia do IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor – Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) mostrou variação positiva de 0,16% nos preços durante o período. O número representa desaceleração de 0,03 ponto percentual frente a medida apurada na semana anterior. Para o acumulado mensal, o relatório Focus projeta alta de 0,25%.
O mercado também se atentou para a declaração do ministro da Fazenda, Guido Mantega, acerca da meta para a inflação de 2011, que será discutida na reunião do CMN (Conselho Monetário Nacional) na próxima semana.
Renda Fixa
No mercado de renda fixa, os juros futuros encerraram sem tendência definida. O contrato com vencimento em janeiro de 2010, que apresenta maior liquidez, encerrou apontando taxa de 8,77%, baixa de 0,02
ponto percentual frente à apresentada na sessão anterior.
No mercado de títulos da dívida externa brasileira, o Global 40, bônus mais líquido, encerrou cotado a 129,60% de seu valor de face, o que representa uma alta de 2,17%.
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O risco-país, calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan, fechou cotado a 292 pontos-base, baixa de 15 pontos em relação ao fechamento anterior.
Bolsas dos EUA instáveis
Nos Estados Unidos, o índice Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia norte-americanas , teve alta de 1,55% e atingiu 1.792 pontos.
Seguindo esta tendência, o índice S&P 500 valorizou-se 0,65%, a 901 pontos.
Por outro lado, o Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, registrou leve baixa de 0,28%, atingindo 8.300 pontos.
Na Europa, o
índice DAX 30 da bolsa de Frankfurt teve alta de 2,74% e atingiu 4.836 pontos.
No mesmo sentido, o índice CAC 40 da bolsa de Paris valorizou-se 2,18%, chegando a 3.185 pontos.
Já o FTSE 100, da bolsa de Londres, subiu 1,18%, para 4.280 pontos.
Veja os indicadores previstos para a quinta-feira
Na quinta-feira (25), a FGV (Fundação Getulio Vargas) publica a Sondagem do Consumidor de junho. O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulga a Pesquisa Mensal de Emprego referente ao mês de maio, documento que descreve o mercado de trabalho no País.
O Banco Central reporta a Nota de Política Monetária de maio, que traz estimativas sobre a base monetária, os empréstimos de bancos privados e o total de empréstimos no mercado financeiro.
Nos Estados Unidos, destaque para o número de pedidos de auxílio-desemprego (Initial Claims), em base semanal. O Departamento de Comércio revela os dados finais do PIB (Produto Interno Bruto) e de seu deflator, ambos baseados no primeiro trimestre.