“Os mercados emergentes superaram teste da crise”, afirma Barclays

Recuperação continua a ser liderada pela China e mercados já precificaram o fim da queda, diz banco em relatório trimestral

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SÃO PAULO – Em seu relatório trimestral sobre a situação corrente da economia e do mercado global, os analistas do Barclays Capital reafirmaram o seu ponto de vista sobre as condições do cenário depois do aprofundamento da crise, porém com um certo otimismo em relação às suas projeções anterior.

“Os dados econômicos e as reações dos mercados têm sido amplamente consistentes com a nossa visão”, afirmou o banco, justificando o comportamento da maioria dos indicadores econômicos e índices de ações dos últimos meses.

No entanto diversos quesitos são necessários para que o ciclo volte a ser de expansão. Entre os principais estão a normalização dos gaps de produção criados com a crise, e o cenário de médio prazo, que se mostra mais dependente dos fundamentos.

China

Ao que tudo indica, ressalta o Barclays, a China parece continuar liderando o caminho da retomada da expansão global, impulsionada pelos fortes estímulos fiscais e monetários que foram implementados no primeiro trimestre deste ano.

Para a região é esperada uma melhora também na composição do seu crescimento econômico, que parece não ter sido só puxado pelos investimentos do governo, mas também por sinais de um retorno dos investimentos do setor privado.

Economia dos EUA

O caso dos Estados Unidos é um tanto quanto diverso. Segundo os analistas, apesar da queda na atividade não ter sido tão grande como em outras regiões, a economia local está acompanhando um movimento de desestocagem sem precedentes, a uma taxa quase 50% mais rápida do que em qualquer outra contração após a Segunda Guerra Mundial.

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Em contrapartida, as medidas adotadas pelo governo norte-americano serviram para compensar alguns dos efeitos da crise. Isso, em conjunto com os dados do mercado de trabalho, que está sinalizando a desaceleração da recessão, sugere que o PIB (Produto Interno Bruto) pode volta a crescer neste ano. De acordo com o banco, em 2,5% e 3,5% no terceiro e quarto semestre, respectivamente.

América Latina

A economia da América Latina deve fechar o ano de 2009 sofrendo uma contração quase sem precedentes. Em contrapartida o novo ambiente macroeconômico da região deve minimizar os efeitos dessa queda e ajudar em sua recuperação. Diferentemente do apurado em outros períodos, a retomada deve se assemelhar a um “V”, parecido com o observado nas economias mais desenvolvidas, aponta o Barclays.

Apesar de ser esperado uma rápida retomada do PIB local, as grandes lacunas de produção que foram criadas não devem ser fechadas em pouco tempo, devendo encerrar-se somente no final de 2010. Isso certamente terá um efeito sobre a inflação, ressalta a instituição.