Pão de Açúcar: Bradesco vê boa performance para ações e eleva seu preço-alvo

Analistas consideram em sua avaliação os ganhos de sinergia e de posicionamento no varejo vindos com a aquisição da Globex

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SÃO PAULO – A Bradesco Corretora revisou sua recomendação acerca das ações do Pão de Açúcar (PCAR4), aumentando seu preço-alvo para R$ 57,80 e elevando a perspectiva de desempenho dos papéis para além da performance projetada para o Ibovespa.

Os analistas ocuparam-se da análise de dois valores ocultos na formulação de suas projeções. O primeiro deles diz respeito ao comércio eletrônico e aos empreendimentos imobiliários, que somam, respectivamente, R$ 882 milhões e R$ 1,72 bilhão.

O segundo – a aquisição da Globex – promete a reversão de vultosos R$ 767 milhões em sinergias para a companhia, na opinião da corretora. Com o processo, será viável ao Pão de Açúcar assumir escala necessária para operar vantajosamente no varejo, apesar do abalo que a operação trouxe para a natureza defensiva do papel.

Valores Ocultos

É considerado elevado o potencial de valor do segmento de comércio eletrônico (e-commerce) do Pão de Açúcar, que já se posiciona como o segundo colocado nesse ramo de vendas, graças à compra da Globex. A estimativa da receita líquida no negócio online monta a R$ 904 milhões em 2009, segundo a equipe do Bradesco.

Quanto ao negócio imobiliário, por sua vez, a corretora avalia o valor de mercado dos ativos detidos pelo grupo em R$ 2,49 bilhões – cifra inferior ao valor patrimonial. Ao corrigir esse valor pelas despesas adicionais com locação (a companhia detém 20% da área de vendas em que opera), se o Pão de Açúcar vender esses ativos, o VPL (Valor Presente Líquido) chega a R$ 1,72 bilhão.

Adicionalmente, o Bradesco chama a atenção para outro valor oculto: o grupo opera 145 farmácias e 75 postos de gasolina, que atuam nas dependências de suas unidades. Os analistas não acreditam que estes sejam ativos de grande peso no consolidado do Pão de Açúcar, mas advertem para seu potencial. Ainda assim, vale lembrar o investidor que esses últimos ativos não foram considerados na avaliação.