Pão de Açúcar desaba 12% em 2 dias; Anima dispara 7% com possível short squeeze

Confira a atualização dos principais destaques de ações da Bovespa

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11h45: Pão de Açúcar (PCAR4, R$ 51,87, -4,79%)
As ações do Pão de Açúcar dão sequência a dois dias de fortes perdas na Bolsa, acumulando no período queda de 12%. Depois de cair ontem com dados prévios do terceiro trimestre, que mostraram um crescimento consolidado abaixo da inflação, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou hoje dados das vendas do varejo em agosto, que registraram o pior resultado desde março de 2003, impactadas principalmente pelo setor de hipermercados e supermercados. As vendas do varejo caíram 6,9% em agosto ante agosto de 2014, sendo que o setor sozinho contribuiu com -2,4 ponto porcentual na taxa.  

11h14: Educacionais 
As ações das educacionais Estácio (ESTC3, R$ 16,81, +4,67%) e Anima (ANIM3, R$ 13,20, +8,20%) disparam nesta sessão e destoam das demais do setor listadas na Bolsa Kroton (KROT3, R$ 9,20, +1,66%) e Ser Educacional (SEER3, R$ 8,54, -0,58%). Operadores do mercado atribuem o movimento da Anima à possível short squeeze: houve um “recall” grande dos papéis da Anima (quando um “doador” das ações pede as ações alugadas de volta). Um movimento que, consequentemente, força quem estava alugado no papel a zerar posição, puxando uma disparada repentina, como a que ocorreu hoje, comentaram.

Segundo eles, no entanto, que ainda não dá para afirmar que o mesmo tenha ocorrido com a Estácio, cujo aluguel estava escasso no BTC e já era difícil “tomar” o papel alugado. 

10:40: Ambev (ABEV3, R$ 18,76 +0,32%)
As ações da Ambev seguem o dia de correção na Bolsa após forte queda na véspera em meio ao mau humor generalizado do mercado e após mega-acordo entre a SABMiller e a AB Inbev, controladora indireta da companhia.  O acordo ocorreu depois que a SABMiller recebeu uma oferta melhorada da rival maior AB InBev avaliada em mais de US$ 100 bilhões para formar um grupo responsável por um terço da cerveja produzida no mundo. 

Analistas do BTG Pactual afirmaram em nota a clientes que o papel da Ambev no acordo segue indefinido. “A AB InBev informou que a transação será financiada por uma combinação de próprios recursos internos financeiros e nova dívida com terceiros. Mas o anúncio da transação não descarta participação de subsidiárias no acordo”, escreveram os analistas. Procurada, a Ambev não comentou o assunto. A AB InBev afirmou apenas que se trata “de uma transação envolvendo a AB InBev”.

10h25: Sabesp (SBSP3, R$ 17,25, -1,43%)
A S&P rebaixou o rating de crédito global corporativo da Sabesp de BB+ para B, com perspectiva estável, como o esperado. A agência de rating afirmou que o rebaixamento reflete a liquidez mais fraca, por causa de medidas para preservar os reservatórios de água, como resultado da severa seca na região. Além disso, cita a forte depreciação do real durante o ano, que representou um peso adicional para o desempenho operacional e financeiro da companhia. 

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10h20: Ecorodovias (ECOR3, R$ 6,98, +1,57%)
Segundo apurou o Estado, pelo menos três grupos demonstraram interesse em fazer um aporte na Primav Construções e Comércio, controlada pelo grupo CR Almeida, e que detém 64% da Ecorodovias. As companhias italianas Atlantia e Gavio, que atuam no setor de construção, além da espanhola Arteris (ARTR3), dona da antiga OHL, teriam feito a oferta por uma parte da Primav.

O aporte previsto é de R$ 1 bilhão a R$ 1,5 bilhão, mas o valor ainda não foi fechado. Fontes afirmam que há outros dois interessados – como a CCR (CCRO3, R$ 12,82, +0,71%) e o fundo canadense Canada Pension Plan Investment Board (CPPIB), que não fizeram proposta firme na semana passada, mas ainda podem entrar nessa operação. 

10h06: Petrobras (PETR3, R$ 9,91, +0,71%; PETR4, R$ 8,18, +0,62%)
As ações da Petrobras sobem em dia de repique na Bolsa passado forte queda na terça-feira. Apesar da alta, os preços do petróleo caíam nesta manhã no mercado internacional. 

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10h05: Vale (VALE3, R$ 18,96, +2,21%; VALE5, R$ 15,22, +1,60%)
Depois de forte queda na véspera (-6,5%), as ações da Vale abrem com alta de cerca de 1% o pregão desta quarta-feira, apesar de dados fracos na China, principal destino das exportações da mineradora, aumentarem receios de desaceleração mais acentuada por lá. Os papéis da Vale destoam também dos preços do minério de ferro no Porto de Tianjin, na China, que recuou 1,1% no mercado à vista nesta sessão, indo a US$ 54,30 a tonelada seca, segundo dados do The Steel Index.   

Seguem o movimento de correção à forte queda da véspera também as ações das siderúrgicas, que sobem nesta sessão: CSN (CSNA3, R$ 4,83, +3,65%), Usiminas (USIM5, R$ 3,40, +3,03%) e Gerdau (GGBR4, R$ 6,41, +1,59%).  

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