Ação “estreia” na Bolsa com alta de 25%; Anima tem “short squeeze” e Rumo desaba 7%

Confira os principais destaques de ações da Bovespa nesta quarta-feira

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SÃO PAULO – O Ibovespa voltou a cair nesta quarta-feira (14), entre perdas e ganhos de suas principais blue chips. Enquanto Petrobras e Ambev seguem em perdas, as ações da Vale e siderúrgicas tentam se afastar da forte queda da véspera, no dia de mau humor generalizado do mercado.

As commodities ficaram sem direção única nesta sessão. O minério de ferro negociado no porto de Qingdao subiu 0,27%, mas os preços do petróleo registravam perdas no mercado internacional. Das cinco companhias mais valiosas da Bolsa (Ambev, Itaú, Bradesco, Petrobras e Vale), apenas a mineradora conseguiu fechar o pregão no positivo.

Enquanto isso, as vendas no varejo piores do que o esperado em agosto ajudaram a puxar as ações do Pão de Açúcar para segunda queda seguida, enquanto os papéis da Anima dispararam com um possível “short squeeze”, destoando do restante do setor de educação.

Confira os principais destaques de ações da Bovespa nesta quarta-feira:

Petrobras (PETR3, R$ 9,56, -2,85%; PETR4, R$ 7,96, -2,09%)
As ações da Petrobras viraram para queda depois de abertura positiva, tentando afastar a sombra negativa da véspera, quando o mercado foi abaixo levando várias blue chips da Bolsa para forte queda. O movimento de baixa acompanhou os preços do petróleo no mercado internacional. O petróleo Brent, usado como referência pela estatal, recuava 0,63%, a US$ 48,93. 

Vale (VALE3, R$ 18,70, +0,65%; VALE5, R$ 15,18, +1,34%)
Depois de forte queda na véspera (-6,5%), as ações da Vale sobem hoje, apesar de dados fracos na China, principal destino das exportações da mineradora, aumentarem receios de desaceleração mais acentuada por lá. Os papéis da Vale seguem, por sua vez, os preços do minério de ferro no Porto de Qingdao, na China, que subiu 0,27% no mercado à vista nesta sessão. Já as siderúrgicas fecharam entre perdas e ganhos: CSN (CSNA3, R$ 4,44, -4,72%), Usiminas (USIM5, R$ 3,30, 0,00%) e Gerdau (GGBR4, R$ 6,31, +0,16%).  

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Pão de Açúcar (PCAR4, R$ 52,50, -3,62%)
As ações do Pão de Açúcar deram sequência a dois dias de fortes perdas na Bolsa, acumulando no período queda de 12%. Depois de cair ontem com dados prévios do terceiro trimestre, que mostraram um crescimento consolidado abaixo da inflação, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou hoje dados das vendas do varejo em agosto.

As vendas registraram o pior resultado desde março de 2003, impactadas principalmente pelo setor de hipermercados e supermercados. As vendas do varejo caíram 6,9% em agosto ante agosto de 2014, sendo que o setor sozinho contribuiu com -2,4 ponto porcentual na taxa.  

Educacionais 
As ações das educacionais Anima (ANIM3, R$ 12,97, +6,31%) dispararam nesta sessão e destoaram das demais do setor listadas na Bolsa: Estácio (ESTC3, R$ 16,00, -0,37%), Kroton (KROT3, R$ 8,90, -1,66%) e Ser Educacional (SEER3, R$ 8,40, -2,33%).

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Operadores do mercado atribuem o movimento da Anima à possível short squeeze: houve um “recall” grande dos papéis da Anima (quando um “doador” das ações pede as ações alugadas de volta). Um movimento que, consequentemente, força quem estava alugado no papel a zerar posição, puxando uma disparada repentina, como a que ocorreu hoje, comentaram.

Rumo (RUMO3, R$ 8,02, -7,18%)
Depois de disparada de três dias na Bovespa (entre quarta e sexta-feira passada), as ações da Rumo viraram a mão essa semana e passaram a cair. Esse foi o segundo pregão no negativo, período em que os papéis acumulam perdas de 9%. 

Na sexta-feira passada, os papéis dispararam 13,8% após um acionista vender R$ 257,8 milhões de ações por meio de um leilão na Bovespa. Como a demanda foi muito superior ao previsto, o valor da oferta saiu 35% acima do estimado. O preço por ação ficou, em média, em R$ 8,85, ante R$ 6,55 previstos. 

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Operadores da XP Investimentos comentaram nesta quarta-feira que após o leilão de sexta-feira a demanda por aluguel de ações da Rumo cresceu no mercado de BTC. “Muitos ‘tomadores’ (quem toma a ação para aluguel), mas poucos ‘doadores’ (quem disponibiliza o aluguel) no mercado”, comentaram. 

Ambev (ABEV3, R$ 18,40 -1,60%)
As ações da Ambev seguiram o movimento negativo da véspera, quando caíram forte em meio ao mau humor generalizado do mercado e mega-acordo entre a SABMiller e a AB Inbev, controladora indireta da companhia.  O acordo ocorreu depois que a SABMiller recebeu uma oferta melhorada da rival maior AB InBev avaliada em mais de US$ 100 bilhões para formar um grupo responsável por um terço da cerveja produzida no mundo. 

Analistas do BTG Pactual afirmaram em nota a clientes que o papel da Ambev no acordo segue indefinido. “A AB InBev informou que a transação será financiada por uma combinação de próprios recursos internos financeiros e nova dívida com terceiros. Mas o anúncio da transação não descarta participação de subsidiárias no acordo”, escreveram os analistas. Procurada, a Ambev não comentou o assunto. A AB InBev afirmou apenas que se trata “de uma transação envolvendo a AB InBev”.

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Atompar (ATOM3, R$ 0,15, +25,00%)
As ações da “novata” Atompar têm estreia positiva na Bolsa. A empresa, que nasceu da “transformação” da Inepar Telecomunicações (que era negociada sob o ticker INET3), é a primeira “
proprietary trading” (mesa de traders, na tradução livre), que terá ações listadas na Bovespa.

Ele chega no mercado nesta quarta-feira por meio da compra de uma OPA (Oferta Pública de Aquisição) de ações da Inepar, empresa que tinha capital aberto e que encontrava-se em recuperação judicial. 

Em entrevista ao InfoMoney, o CEO da Atompar, Joaquim Paiffer, disse que o sonho é que a companhia se torne a maior tesouraria do Brasil. Para conferir a entrevista completa, clique aqui. 

Sabesp (SBSP3, R$ 17,25, -1,43%)
A S&P rebaixou o rating de crédito global corporativo da Sabesp de BB+ para B, com perspectiva estável, como o esperado. A agência de rating afirmou que o rebaixamento reflete a liquidez mais fraca, por causa de medidas para preservar os reservatórios de água, como resultado da severa seca na região. Além disso, cita a forte depreciação do real durante o ano, que representou um peso adicional para o desempenho operacional e financeiro da companhia. 

Ecorodovias (ECOR3, R$ 6,74, -1,75%)
Segundo apurou o Estado, pelo menos três grupos demonstraram interesse em fazer um aporte na Primav Construções e Comércio, controlada pelo grupo CR Almeida, e que detém 64% da Ecorodovias. As companhias italianas Atlantia e Gavio, que atuam no setor de construção, além da espanhola Arteris (ARTR3), dona da antiga OHL, teriam feito a oferta por uma parte da Primav.

O aporte previsto é de R$ 1 bilhão a R$ 1,5 bilhão, mas o valor ainda não foi fechado. Fontes afirmam que há outros dois interessados – como a CCR (CCRO3, R$ 12,40, -2,67%) e o fundo canadense Canada Pension Plan Investment Board (CPPIB), que não fizeram proposta firme na semana passada, mas ainda podem entrar nessa operação. 

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