Com forte queda, dólar comercial tem menor cotação desde 5 de novembro

Investidores demonstram otimismo em relação aos bancos; leilão de dólares, Focus e balança comercial também são analisados

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SÃO PAULO – Com referências positivas ao redor do mundo, o dólar comercial fechou esta segunda-feira (4) em forte queda de 2,52%, a R$ 2,128, atingindo assim a menor cotação desde o dia 5 de novembro, quando encerrou o dia valendo R$ 2,118.

Nos EUA, os investidores demonstraram confiança em relação à possibilidade de capitalização das instituições financeiras que devem passar pelo teste de estresse. Também teve boa repercussão a estimativa de que, a partir desta semana, o número de pessoas infectadas pela gripe suína tende a diminuir gradativamente

O setor automotivo também se destacou. De acordo com agências internacionais, fontes próximas à Fiat garantem que a montadora italiana pretende comprar quase todas as operações internacionais da General Motors, ao visar unidades europeias, russas, chinesas e latino-americanas da concorrente para aquisição.

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A soma destas ocorrências permitiu maior propensão ao risco nos mercados. No Brasil, a renda variável passou por forte rali e marcou volume robusto, o que indicia maior entrada de dólares no País (via investimento estrangeiro na BM&F Bovespa).

Agenda

Contribuindo para o cenário otimista, a China divulgou mais um indicador positivo de sua economia, apresentando a primeira alta em nove meses nos números referentes à produção manufatureira de março. No mesmo mês, o indicador que mede o número de contratos de compra e venda de casas usadas nos EUA mostrou avanço de 3,2%.

Na agenda doméstica, o relatório Focus trouxe como destaque a previsão de um ritmo menor de contração do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro em 2009, agora em 0,30%. Já a balança comercial registrou um saldo positivo de US$ 1,167 bilhão na última semana de abril.

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Leilão de dólar

Ainda nesta segunda-feira, o Banco Central informou que aceitou um total de quatorze propostas de empréstimo de dólar, totalizando US$ 805 milhões, em leilão voltado a prover recursos para bancos repassarem qualquer tipo de empréstimo em moeda estrangeira. O valor movimentado aponta fraca demanda, já que a oferta total era de US$ 2 bilhões.

Confira as cotações do dólar

O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,1260 na compra e R$ 2,1280

na venda, forte baixa de 2,52% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,4000, representando um ágio de 12,89%
em relação ao dólar comercial.
Com esta queda, o
dólar acumula desvalorização de 2,52% em maio, frente
à baixa de 5,58% registrada no mês passado.

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No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 8,94%.

Dólar futuro na BM&F
também fechou em queda

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em junho
encerrou o dia cotado a R$ 2.142,
forte baixa de 2,92% em relação ao fechamento
de R$ 2.207

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da última quinta-feira. O contrato com vencimento em julho, por sua vez, fechou em forte baixa de 1,03%,
atingindo R$ 2.156 frente
à R$ 2.179 do fechamento de
quinta-feira.

O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 2,1300000

FRA de cupom cambial

Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 1,35% para julho de 2009, 0,19 ponto percentual abaixo do fechamento anterior.