Sem tendência, mercados avaliam resultados e teste de estresse

Analistas destacam investimentos externos como fator positivo para mercado doméstico; bancos nos EUA preocupam

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SÃO PAULO – Enquanto investidores avaliam noticiário corporativo de peso, os mercados são pressionados por temores relativos ao resultado dos testes de estresse, apontando para dificuldades na sessão desta quarta-feira (6).

Resultados corporativos melhores que o esperado, como os de BNP Paribas e BMW, dão tom mais favorável ao cenário europeu. Contudo, em Wall Street, a apreensão com notícias sobre a necessidade de capital de grandes bancos impede a retomada dos ganhos.

Pela agenda do dia, ganha importância o indicador ADP Employment, sobre o mercado de trabalho nos EUA, além de discursos de importantes presidentes regionais do Federal Reserve, como Janet Yellen. Contudo, o mercado brasileiro deverá ser tomado por expectativas em relação ao resultado da blue chip Vale, após o pregão.

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Para Paul Donovan, economista do UBS, “com um dia antes de as autoridades dos EUA divulgarem a verdade nua sobre os testes de estresse em bancos, os mercados especulam sobre a extensão em que se precisa de capital. A maior parte dos analistas espera por 10 deles com necessidades”.

Noticiário corporativo

As contínuas especulações sobre os testes de estresse têm novo capítulo neste dia, com a informação de que o Bank of America precisará levantar cerca de US$ 34 bilhões para satisfazer suas necessidades de capital. Citi e Wells Fargo também estariam na lista dos que precisarão de grandes somas.

Ainda no setor financeiro, o banco francês BNP Paribas divulgou os seus resultados do primeiro trimestre deste ano, reportando um lucro líquido de € 1,56 bilhão, superando as expectativas de mercado.

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Já o lucro líquido da Walt Disney ficou em US$ 613 milhões nos três meses terminados em 28 de março, enquanto a montadora alemã BMW obteve perdas de € 152 milhões no primeiro trimestre de 2009. Ambos os resultados foram melhores que o esperado por analistas.

Perspectivas

Os mercados externos não apresentam tendência definida neste dia, uma vez que as principais bolsas do continente europeu registram movimento positivo, ao passo em que os índices futuros em Wall Street – principal referência internacional – operam em queda.

No último pregão, o Ibovespa registrou ganhos de 0,53%, para 50.669 pontos. Segundo Hamilton Moreira Alves, da BB Investimentos, “a permanência do fluxo positivo de recursos externos deu sustentação ao índice doméstico, que avançou na hora final e segurou os 50 mil pontos, descolando-se positivamente do índice norte-americano”.