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SÃO PAULO – Encerrando uma sequência de quatro quedas consecutivas, o dólar comercial fechou esta terça-feira (12) com alta de 0,49%, cotado a R$ 2,068. Após abrir a sessão em queda, a moeda norte-americana acompanhou a mudança de humor dos mercados e inverteu tendência, graças a incertezas disseminadas pelo noticiário corporativo.
Nos EUA, as montadoras voltam a manter os investidores apreensivos. A General Motors vê seu prazo diminuir a cada dia, aumentando a possibilidade de um pedido de concordata, além de ter liquidado a venda de quase US$ 315 mil em ações diretas na sessão anterior. Já a Fiat realizou a oferta pública de 300 milhões de ações, visando evitar possíveis aportes do governo.
No setor financeiro, U.S. Bancorp e Bank of America realizaram ofertas com o intuito de levantar capital. Enquanto o primeiro anunciou a venda de 139 milhões de novas ações, o segundo vendeu parte de sua participação no capital social do China Construction Bank, por cerca de US$ 7,3 bilhões.
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Com isso, os investidores, que iniciaram a sessão animados com um aumento do investimento chinês nos quatro primeiros meses do ano, aproveitaram as incertezas acerca do futuro dessas companhias e preferiram dar continuidade ao movimento de realização de lucros iniciado na véspera.
Agenda
O indicador imobiliário dos EUA também favoreceu o mau humor do mercado. A NAR (National Association of Realtors) mostrou que os preços dos imóveis residenciais tiveram a maior queda em bases anuais da sua série histórica de 30 anos. Ainda por lá, o déficit da balança comercial avançou pela primeira vez em sete meses, no entanto, menor que as projeções.
Os números referentes ao orçamento do governo foram divulgados pelo Tesouro norte-americano. O relatório aponta déficit de US$ 20,9 bilhões em abril, montante em linha com as projeções do mercado, que previam um saldo negativo de US$ 20 bilhões.
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No âmbito interno, o Banco Central realizou novo leilão de compra de dólares. A taxa de corte da operação ficou em R$ 2,0678. A operação teve início às 15h34 e terminou às 15h44 (horário de Brasília).
Também por aqui, destaque para o emprego industrial, que registrou a maior queda em base anual desde 2001, regredindo 5% em março quando comparado ao mesmo mês de 2008.
Confira as cotações do dólar
O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,0660 na compra e R$ 2,0680 na venda, alta de 0,49% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,3000, representando um ágio de 11,33%
em relação ao dólar comercial.
Apesar desta alta, o
dólar acumula desvalorização de 5,27% em maio, frente
à baixa de 5,58% registrada no mês passado.
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No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 11,51%.
Dólar futuro na BM&F
também fechou em alta
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em junho
encerrou o dia cotado a R$ 2.079,
alta em relação ao fechamento
de R$ 2.072
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da última segunda-feira. O contrato com vencimento em julho, por sua vez, fechou em alta,
atingindo R$ 2.090 frente
à R$ 2.082 do fechamento de
segunda-feira.
O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 2,0680000
FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 1,55% para julho de 2009, 0,10 ponto percentual abaixo do fechamento anterior.