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(Bloomberg) — “Embora compreendamos o impacto do cenário político local sobre o preço da ação, não há grande gatilho para o desempenho das ações no curto prazo”, segundo relatório de analistas.
- “Principais áreas a considerar quando se discute os fundamentos da Petrobras são produção, estratégia de refino e necessidade de importação de combustíveis; preços do diesel e da gasolina; reavaliação da transferência de direitos aos barris e o volume adicional da transferência de direitos; potenciais pagamentos adicionais de impostos; e à luz de todos esses fatores, a geração de caixa da empresa, o perfil da dívida e necessidade de manter grau de investimento”
- Probabilidade de reajuste nos preços do diesel e da gasolina diminuiu no curto prazo
- Importações de diesel e gasolina devem diminuir em 2015, “mas o Brasil provavelmente se tornará um importador líquido estrutural”
- Banco vê produção em 2020 alcançando 2,65 mi bpd X guidance de 2,8 mi bpd
- “Produção nacional está aumentando, mas acreditamos que o crescimento futuro será afetado pelo atraso na implementação das plataformas produzidas localmente”
- Banco vê Petrobras consumindo caixa até pelo menos 2020, enquanto desalavancagem será limitada assumindo que não haverá venda de ativos
- “Plano de desinvestimento ajuda a reduzir o endividamento, mas acreditamos que a Petrobras terá de começar a vender ativos antes que possamos avaliar o impacto no Ebitda, geração futura de caixa e dívida líquida”
- “Se Brasil perder status de grau de investimento, a Petrobras poderá perder, o que reduziria o tamanho do mercado de dívida ao qual ela terá acesso, enquanto o custo da dívida provavelmente aumentaria, representando riscos à implementação do plano de negócios 2015-19”
- “Aumentos significativos nos preços e vendas de ativos atraentes são necessários para restaurar a confiança do mercado na história de investimento da Petrobras e reduzir a queima de caixa”
- “Nova administração está trabalhando arduamente para melhorar as finanças, tanto quanto possível”
- “Desafio, no entando, é grande, especialmente em um cenário de desvalorização do real e preço baixo do petróleo, ainda mais se o Brasil perder o grau de investimento”
- “Desempenho no curto prazo será vinculado à evolução macro do Brasil, mas os investidores não devem ignorar os fundamentos”
- Banco introduz preço justo/ação no fim de 2016 de R$ 13,00 p/ PETR4 (R$ 14,7/PETR4 no fim de 2015 e mantém recomendação market perform
Por Leonardo Lara
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