Ásia continua rali com EUA e Xangai sobe 5%; Europa e EUA têm cautela

Mercados asiáticos deram continuidade a um rali global que já dura dois dias nesta sexta-feira, enquanto Europa e EUA têm mais cautela

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SÃO PAULO – Os mercados asiáticos deram continuidade a um rali global que já dura dois dias nesta sexta-feira, com dados positivos sobre o crescimento econômico dos Estados Unidos acalmando os nervos depois da forte queda das ações da região no começo da semana.

Às 7h18 (horário de Brasília), o índice MSCI que reúne ações da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão avançava 0,77%. O chinês Xangai fechou com alta de 4,90%, com os ganhos se acelerando na meia hora final da sessão, em meio aos relatos de que o Banco do Povo da China comprou ações de blue chips e solicitou que os bancos estatais comprem mais yuans. Mesmo assim, o índice fechou a semana com queda de 7,8%. Já o japonês Nikkei fechou em alta de 3,03%. 

“A sessão asiática encarou com bons olhos as notícias sobre os mercados de ações nos EUA e commodities”, disse o analista de mercados Angus Nicholson, da IG, em nota a clientes. “Ruídos positivos na economia norte-americana provavelmente vão ajudar os mercados no começo da semana que vem”.

Wall Street teve forte alta na sessão anterior graças aos dados revisados sobre o Produto Interno Bruto (PIB) nos EUA, que mostraram que a economia cresceu mais rapidamente do que se pensava antes no segundo trimestre — um sinal tranquilizador em meio a preocupações acerca dos problemas econômicos cada vez mais profundos na China.

Já nas bolsas europeias e no mercado futuro de Wall Street, o cenário é de maior cautela após o rali da véspera. As bolsas do continente operam entre leves perdas e ganhos, enquanto os principais índices futuros norte-americanos registram queda de cerca de 0,8% após registrarem a maior alta em dois dias seguidos desde 2008. 

Entre os dados econômicos da Europa, o Índice de Confiança Econômica atingiu a marca de 104,2 em agosto, a mais alta desde junho de 2011. Este indicador monitora a confiança dos consumidores e dos principais setores econômicos. Do lado da oferta, o destaque foi a confiança dos empresários do setor de serviços, que atingiu o seu patamar mais alto dos últimos quatro anos. Junto aos consumidores, o seu indicador voltou a se recuperar na margem, após cinco meses de queda.

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Entre as commodities, após a alta de mais de 10% ontem, o petróleo brent opera em queda de 0,88%, a US$ 47,14 o barril, enquanto o dia é de ganhos para o minério de ferro. O minério negociado no porto de Qingdao fechou com ganhos de 3,91%, a US$ 56,04 a tonelada.

(Com Reuters) 

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Lara Rizério
Mercados | Economia | Onde Investir

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.