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SÃO PAULO – Com os mercados globais ainda marcados por grande volatilidade, os investidores voltam aos negócios nesta segunda-feira (18) apontando tendência positiva para a sessão.
Além da repercussão do final da temporada de balanços do primeiro trimestre de 2009, o mercado doméstico será influenciado neste dia pelo vencimento de opções, que podem contribuir para volatilidade adicional.
No exterior, a ausência de dados de maior impacto neste dia aumenta as expectativas sobre a agenda semanal, concentrada em indicadores do setor imobiliário, assim como para destaques corporativos, como a divulgação de resultados da varejista Lowe’s e o anúncio de encerramento das conversas para fusão entre Volkswagen e Porsche.
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Na avaliação de Paul Donovan, do UBS, “após tão prolongado ciclo negativo no mercado de imóveis, é inevitável que o ritmo de deterioração seja visto em desaceleração”.
Noticiário corporativo
O grande destaque da sessão resulta do surpreendente anúncio sobre o fim das negociações entre Porsche e Volkswagen para a fusão de suas operações. Segundo fontes ligadas às empresas, não haveria mais atmosfera para o prosseguimento das conversas entre os controladores dos dois grupos.
Também ganha destaque o anúncio da saída do atual chairman do banco Lloyds, nacionalizado pelo Reino Unido após severas perdas relacionadas à aquisição da agência hipotecária HBOS.
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Entre os resultados a serem divulgados nesta sessão, ganham destaque os da varejista Lowe’s, focada em produtos para reforma de residências, de quem se espera por lucro próximo a US$ 0,25 por ação.
Perspectivas
Os mercados futuros em Wall Street operam em alta modesta nesta sessão, assim como os principais indicadores acionários no plano europeu, trazendo tom positivo para a abertura dos negócios no Brasil. Internamente, também ganha destaque a divulgação dos dados semanais sobre a balança comercial.
No último pregão, o Ibovespa marcou queda de 0,89%, atingindo 49.007 pontos. “Com uma agenda focada no segmento imobiliário americano na semana que se inicia e na esteira de uma completa indefinição gráfica, a bolsa doméstica aponta para uma flutuação entre os 48 mil e 50 mil pontos no curto prazo”, afirmaram analistas da corretora Ágora.