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SÃO PAULO – O Ibovespa Futuro acelera perdas nesta quarta-feira (12) após subir forte ontem por conta da decisão da agência de classificação de risco Moody’s de rebaixar o rating soberano do Brasil de Baa2 para Baa3, mas mantendo a perspectiva estável. A manutenção do outlook foi vista como positiva por diversos analistas e conomistas do mercado. Do lado internacional a China volta a pressionar com a segunda desvalorização do yuan em dois dias, realçando o temor de desaceleração da economia do país.
Às 9h33 (horário de Brasília), o contrato futuro do índice para outubro caía 1,86%, a 49.855 pontos. Ontem o índice subiu 1.200 pontos (+2,5%), em 20 minutos, chegando a 50.100 pontos após a decisão da agência de rating. A nota braisleira atual é a última do chamado grau de investimento, que funciona como um selo de bom pagador do emissor de um título de dívida. O dólar futuro para setembro cai 0,58% a R$ 3,486 nesta manhã.
Ainda fica no radar hoje a apresentação pela senadora Gleisi Hoffman (PT) do projeto que pretende a elevação da CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) de empresas do setor financeiro. Hofmann deve propor o fim do benefício fiscal dos juros sobre capital próprio e a alta da CSLL para os bancos de de 15 para 22.5%, não 20% como antes esperado.
Entre os indicadores, as vendas do varejo mostraram queda de 0,4% em junho em relação a maio. Na comparação com julho de 2014, as vendas no varejo recuaram 2,7%, menor que maio -4,5%, e abril -3,3%. Assim o segundo trimestre de 2015 fechou com -,3,5%, e o acumulado de 2015 está em -2,2%. Já o comércio varejista ampliado caiu 0,8% em junho ante o mês anterior.
No mercado de commodities, o minério de ferro spot no porto de Qingdao subiu 0,16% a US$ 56,31 a tonelada, o que deve ter algum impacto nas ações da Vale (VALE3; VALE5). Na mesma linha, o barril do petróleo Brent sobe 1,07% a US$ 50,24. Informação relevante para os papéis da Petrobras (PETR3; PETR4).
China pressiona
As bolsas asiáticas recuaram nesta quarta-feira, assim como o preço das commodities, após a China permitir que o yuan se desvalorizasse consideravelmente pelo segundo dia consecutivo, forçando investidores a buscar refúgio no porto-seguro em títutos de dívida governamental. O dia também é de forte baixa para os mercados europeus em meio ao cenário chinês.
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Nesta quarta-feira o banco central da China definiu a taxa média do yuan ainda mais baixa do que a taxa do fechamento do mercado na terça-feira, que já havia caído acentuadamente após a China desvalorizar sua moeda em quase 2% em um movimento surpresa. Xangai caiu 1,03% e o Nikkei teve queda de 1,58%.
O banco central havia atribuído a mudança de terça-feira a uma reforma de livre mercado, mas especialistas suspeitam que isso pode ser o começo de uma desvalorização de longo prazo nas taxas do câmbio, direcionada para tornar as exportações chinesas, em dificuldade, mais competitivas. A rápida queda no valor da moeda chinesa – por volta de 4% nos últimos dois dias– é tratada como um duro golpe ao apetite por ativos de risco no mundo todo, com ações, moedas e commodities sob pressão de vendas enquanto os gestores de capitais temem que isto possa iniciar uma guerra cambial que pode desestabilizar a economia global.
Entre os dados econômicos, a produção industrial da China cresceu 6% em julho em comparação a um ano antes, ficando abaixo das estimativas do mercado e reforçando expectativas de que a economia precisa de novos estímulos para evitar uma desaceleração mais profunda.
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Já na zona do euro, a produção industrial caiu 0,4% em junho ante maio, segundo dados divulgados hoje pela agência de estatísticas da União Europeia, a Eurostat. O resultado frustrou a expectativa de analistas consultados pela Dow Jones Newswires, que previam queda menor, de 0,1%. Na comparação anual, a produção industrial do bloco cresceu 1,2% em junho. O dado, porém, também ficou aquém do esperado, uma vez que os analistas estimavam uma alta de 1,7%.
O Ibovespa Futuro é um bom termômetro de como será o pregão, mas nem sempre prevê adequadamente movimentos na Bolsa a partir do sino de abertura.