EUA: Confiança do consumidor sofre maior queda desde agosto de 2011

O índice divulgado pela Conference Board registrou uma retração para 90,9, contra 99,8 em junho, que era mais fraco do que o reportado inicialmente

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(Bloomberg) — A confiança do consumidor registrou em julho a maior queda desde agosto de 2011. O motivo é que os americanos ficaram menos otimistas em relação às perspectivas para a economia, o emprego e suas finanças.

O índice divulgado pela Conference Board registrou uma retração para 90,9, contra 99,8 em junho, que era mais fraco do que o reportado inicialmente, disse o grupo privado de pesquisa com sede em Nova York nesta terça-feira. A leitura de julho foi mais baixa do que a projeção mais pessimista de uma consulta da Bloomberg a economistas.

Os aumentos salariais que mal superam a inflação estão limitando o sentimento das famílias em relação às suas situações financeiras, indicando que os consumidores poderiam estar menos inclinados a fazer gastos excessivos. As oscilações nos preços das ações decorrentes da crise financeira grega e da fragilidade na China também estão provocando reflexos na atitude dos americanos.

“A perspectiva menos otimista para o mercado de trabalho, e talvez a incerteza e a volatilidade dos mercados financeiros provocadas pela situação na Grécia e na China, parecem ter balançado a confiança dos consumidores”, disse Lynn Franco, diretora de indicadores econômicos da Conference Board, em um comunicado.

A leitura de julho é a mais baixa desde setembro. A mediana da pesquisa da Bloomberg projetava um declínio para 100, com estimativas que variavam de 97 a 103 após a leitura anterior de 101,4, informada em junho.

Em janeiro, o índice subiu para 103,8, nível mais alto desde agosto de 2007. A medida da Conference Board permaneceu em uma média de 96,9 durante a última expansão e de 53,7 durante a recessão que terminou em junho de 2009.

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Nesta terça-feira, outro relatório mostrou que os preços das residências em 20 cidades americanas aumentaram a um ritmo mais lento. O índice S&P/Case-Shiller de valores de imóveis subiu 4,9 por cento no período de 12 meses terminado em maio, após um ganho de 5 por cento registrado um mês antes na comparação ano a ano.

Expectativas mais baixas
O indicador de expectativas do consumidor da Conference Board para os próximos seis meses caiu para 79,9 em julho, nível mais baixo desde fevereiro de 2014, contra 92,8 em junho.

A medida das condições atuais caiu de 110,3 para 107,4 em julho. A fatia dos americanos que disseram que as condições para os negócios estavam boas caiu de 26,1 por cento para 24,2 por cento, nível mais baixo desde setembro.

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Os dados da Conference Board mostraram que as avaliações dos americanos a respeito das condições atuais e futuras do mercado de trabalho pioraram. A fatia daqueles que disseram que os empregos eram abundantes caiu de 21,3 para 20,7 por cento em julho.

A proporção de consumidores que esperam a disponibilidade de mais empregos nos próximos seis meses caiu de 17,1 por cento em junho para 13,1 por cento, nível mais baixo desde novembro de 2013.

Outros indicadores
O relatório da Conference Board corrobora outras leituras sobre a confiança. O índice preliminar da Universidade de Michigan caiu em julho devido às preocupações de que os riscos globais possam reduzir as perspectivas para os EUA depois de ter atingido em junho a maior alta em cinco meses. Mesmo com o revés, julho foi o oitavo mês consecutivo em que o indicador de Michigan permaneceu acima de 90, sequência mais longa desde um período de 17 meses que terminou no início de 2005.

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O Bloomberg Consumer Comfort Index caiu na semana que terminou em 19 de julho pela terceira vez seguida, após três ganhos consecutivos em junho, porque as visões a respeito da economia se tornaram mais pessimistas.

O aumento dos custos de vida e os escassos sinais de uma aceleração maior no crescimento dos salários estão pesando sobre a confiança. O custo de vida subiu em junho pelo quinto mês seguido, compassado pelos aumentos nos aluguéis. O índice de preços ao consumidor subiu 0,3 por cento após um ganho de 0,4 por cento em maio, mostram dados do Departamento do Trabalho. Os custos dos últimos 12 meses avançaram pela primeira vez neste ano.

A média de ganhos por hora para empregadores privados pouco mudaram em junho. Eles subiram apenas 2 por cento no período de 12 meses terminado em junho, em linha com a média registrada desde que a expansão atual começou, em 2009.

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No entanto, os empregadores estão confiantes o suficiente para continuar ampliando as contratações. As folhas de pagamento incharam em 223.000 trabalhadores em junho, após um incremento de 254.000 um mês antes.