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SÃO PAULO – Apenas um dos 10 diretores do Federal Reserve se mostrou favorável a uma elevação de juros no mês passado, mostrou a ata do encontro realizado em junho. O documento revelou uma grande preocupação dos integrantes do grupo não só com a economia americana, mas também com o cenário na Grécia e na China – mesmo com a reunião acontecendo antes da vitória do “não” em plebiscito pelos helenos e das novas especulações de estouro de bolha no gigante asiático -, o que aumenta as chances de que a elevação dos juros pode ficar para o fim do ano ou 2016.
Ainda de acordo com as minutas do Fomc, a percepção é de que faltam mais evidências de que o crescimento econômico foi suficientemente forte e o mercado de trabalho firmou condições suficientes para o reaquecimento da economia. A esperada retomada dos indicadores inflacionários poderá demorar mais a ocorrer e funcionar como fator impedidor da elevação dos juros na maior economia do mundo.
Vale lembrar que o índice de preços e os níveis de emprego são os principais parâmetros usados pela autoridade monetária norte-americana para a decisão sobre a política de juros. De qualquer forma, a visão dos membros do Fed são de que houve melhoras desde que a política de afrouxamento foi implementada, em 2008. “Alguns participantes viram as condições econômicas para aumentar a taxa dos fundos federais como atendidas ou estavam confiantes de que seria atingido em breve “, informou a ata. As futuras alterações nos juros deverão ser detalhadas em uma “nota de implementação”.