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SÃO PAULO – Novamente surpreendendo os analistas, os estoques de petróleo dos Estados Unidos caíram para 368,5 milhões de barris na semana passada, conforme dados divulgados pelo Departamento de Energia do país nesta quarta-feira (20).
Entre as semanas terminadas em 8 e 15 de maio, o nível dos estoques de óleo bruto nos EUA recuou em 2,1 milhões de barris, mais do que as estimativas dos analistas, que previam queda de 1,15 milhão de barris.
No mesmo sentido, o nível dos estoques de gasolina nos EUA mostrou redução de 4,3 milhões de barris. Ainda segundo o relatório, as refinarias norte-americanas operaram com 81,8% de sua capacidade operacional total, acima dos 80,4% registrados na semana anterior.
Variação semanal
| Em milhões de barris | Semana até 15/5/2009 | Semana até 8/5/2009 | Variação |
| Óleo bruto | 368,5 | 370,6 | -2,1 |
| Gasolina | 204,0 | 208,3 | -4,3 |
| Derivados | 148,1 | 147,5 | +0,6 |
| Óleo para calefação | 39,9 | 39,6 | +0,3 |
Variação anual
| Em milhões de barris | Semana até 15/5/2009 | Semana até 15/5/2008 | Variação |
| Óleo bruto | 368,5 | 311,6 | +56,9 |
| Gasolina | 204,0 | 208,8 | -4,8 |
| Derivados | 148,1 | 109,1 | +39,0 |
| Óleo para calefação | 39,9 | 22,9 | +17,0 |
Preço do barril aprofunda alta
Após a divulgação do relatório, a cotação do barril de petróleo intensificou o movimento de ascensão. O petróleo tipo Brent, negociado no mercado de Londres, atinge US$ 59,51 por barril nesta quarta-feira, alta de 1,00% em relação ao último fechamento.
O contrato com vencimento em junho de 2009, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, opera a US$ 61,40 por barril, configurando uma alta de 2,93% frente ao fechamento anterior.
Entenda o relatório de estoques
Elaborado pelo DOE, o relatório de estoques é divulgado usualmente a cada quarta-feira. Como os EUA são os maiores consumidores e importadores mundiais de óleo bruto, suas relações de oferta e demanda exigem acompanhamento de perto pelo mercado.
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Vale ressaltar que – outras variáveis à parte – um aumento dos estoques norte-americanos alivia a pressão sobre os preços internacionais do petróleo. Já em caso de queda das reservas, a tendência é de alta nas cotações.