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Colunista convidado: Mario Marinho, jornalista
Depois de repetir à exaustão o discurso contra a imprensa conservadora e a “zelite” de pele branca, que queriam acabar com a Petrobras para vendê-la aos capitalistas sanguinários, Lula ficou sem discurso e atacou de briguento no último dia 1º de Maio.
Vociferando chamou a oposição para a briga e se declarou bom de briga. Pelo tom das ameaças, se sente capaz até de bater o Anderson Silva.
Naquele discurso do feriado do Dia Dos Trabalhadores, Lula falou sozinho num palanque, sentindo a solidão de quem já não tem tanto poder.
Nem o prefeito Fernando Haddad, um de seus “postes” políticos, estava lá para ouvir as bravatas lulistas.
O balanço da Petrobras, tornado público em seguida, mostra recuperação da empresa que ainda amarga dívida na casa dos R$ 300 bilhões.
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A notícia é ótima para o Brasil e para o povo brasileiro: ninguém quer ver nossa maior empresa devorada por incompetentes e por corruptos.
Se é boa para o povo, para o PT é verdadeira dádiva dos céus.
Lula começa, nesses dias, périplo pelo Brasil para, segundo ele, buscar as raízes do PT – sem imaginar que elas estão corrompidas há tempos.
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E qual o melhor mote para seu discurso: a recuperação da Petrobras.
Dirá, ou gritará a plenos pulmões, que o PT lavou a Petrobrás (certamente não usará esse verbo que pode ligar à lavagem de dinheiro), afirmará que seu partido livrou a empresa das garras da direita, da imprensa, do capitalismo – do demônio.
Por falar em demônio, Lula afirmou na semana passada a um grupo de amigos, que não colocará em risco o seu patrimônio eleitoral em 2018. Portanto, não será candidato.
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Leia-se: Lula é candidato a presidente em 2018.