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SÃO PAULO – Mesmo com nova intervenção do Banco Central no mercado cambial, o dólar comercial permaneceu no campo negativo durante toda a sexta-feira (22) e fechou com queda de 0,49%, sendo cotado a R$ 2,026.
O mercado reagiu bem à manutenção do rating soberano dos Estados Unidos pela agência de classificação de risco Moody’s. Ao final da sessão anterior, especulava-se uma possível revisão na nota norte-americana, assim como aconteceu com a perspectiva do rating do Reino Unido e com a nota dos títulos do Japão nesta semana.
O Banco Central do Brasil realizou pela décima primeira vez consecutiva uma compra de dólares em leilão no mercado à vista, a uma taxa de R$ 2,0313. De acordo com comunicado do Depin (Departamento de Operações de Reservas Internacionais), a operação teve início às 15h22 e terminou às 15h32 (horário de Brasília).
Mike Moran, estrategista de câmbio do Standard Chartered, comentou em relatório que as declarações mais recentes do presidente do BC, Henrique Meirelles, reforçam que a instituição deverá começar a fazer “intervenções mais agressivas”, caso a moeda local continue se valorizando frente à estrangeira.
Mantega se preocupa com valorização do real
Após Meirelles afirmar na última sessão que o mercado internacional começa a apostar que o Brasil sairá da crise antes que os demais países, devido ao aumento do fluxo cambial por aqui, foi a vez do ministro da Fazenda, Guido Mantega, falar sobre a valorização do real frente ao dólar.
Apesar de entender que o crescimento no fluxo de dólares no Brasil denota um interesse maior dos investidores e um sinal de que o País está forte para superar a crise, a valorização do real frente à divisa norte-americana é uma fonte de preocupação para o governo.
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“É claro que essa valorização atrapalha. Atrapalha o setor produtivo, os exportadores, a agricultura, etc. Então, de fato, ela é uma fonte de preocupação”, disse Mantega, que lembrou ainda que o Banco Central já atua em duas frentes: a compra de dólares para recompor as reservas internacionais e, principalmente, a manutenção da queda nas taxas de juros.
Inflação avança
Na agenda doméstica, destaque para o IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo – 15), que revelou inflação de 0,59% em maio – acima do calculado no mês anterior. A aceleração foi atribuída ao aumento no preço do cigarro e dos remédios.
Confira as cotações do dólar
O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,0240 na compra e R$ 2,0260
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na venda, baixa de 0,49% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,3000, representando um ágio de 13,64%
em relação ao dólar comercial.
Com esta queda, o
dólar acumula desvalorização de 7,19% em maio, frente
à baixa de 5,08% registrada no mês passado.
No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 13,31%.
Dólar futuro na BM&F
também fechou em queda
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Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em junho
encerrou o dia cotado a R$ 2.028,
baixa em relação ao fechamento
de R$ 2.039
da última quinta-feira. O contrato com vencimento em julho, por sua vez, fechou em baixa,
atingindo R$ 2.044 frente
à R$ 2.048 do fechamento de
ontem.
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O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 2,0250000
FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 1,37% para julho de 2009, 0,17 ponto percentual acima do fechamento anterior.