Estoques de petróleo dos EUA recuam mais do que o esperado e preços sobem

Reservas caíram em 5,4 milhões de barris na semana passada, enquanto estimativas apontavam queda de 150 mil barris

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SÃO PAULO – Os estoques de petróleo dos Estados Unidos caíram para 363,1 milhões de barris na semana passada, conforme dados do Departamento de Energia do país. Ao contrário do que acontece normalmente, o relatório foi divulgado nesta quinta-feira (28) e não na última sessão devido ao feriado local na segunda-feira (25).

Entre as semanas terminadas em 15 e 22 de maio, o nível dos estoques de óleo bruto nos EUA recuou em 5,4 milhões de barris. Esta é a terceira queda semanal consecutiva das reservas, surpreendendo os analistas, que esperavam queda bem menor, de 150 mil barris.

No mesmo sentido, o nível dos estoques de gasolina nos EUA mostrou redução de 600 mil barris. Ainda segundo o relatório, as refinarias norte-americanas operaram com 85,1% de sua capacidade operacional total, acima dos 81,8% registrados na semana anterior.

Variação semanal

Em milhões de barris Semana até 22/5/2009 Semana até 15/5/2009 Variação
Óleo bruto 363,1 368,5 -5,4
Gasolina 203,4 204,0 -0,6
Derivados 148,4 148,1 +0,3
Óleo para calefação 41,0 39,9 +1,1

Variação anual

Em milhões de barris Semana até 22/5/2009 Semana até 22/5/2008 Variação
Óleo bruto 363,1 307,9 +55,2
Gasolina 203,4 208,3 -4,9
Derivados 148,4 110,6 +37,8
Óleo para calefação 41,0 23,4 +17,6

Preço do barril aprofunda alta

Após a divulgação do relatório, a cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, inverteu a trajetória de queda. A commodity atinge US$ 63,16, alta de 1,06% em relação ao último fechamento.

Já o contrato com vencimento em junho de 2009, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, ampliou o movimento de alta, operando a US$ 64,70 por barril, 1,97% acima do fechamento anterior.

Entenda o relatório de estoques

Elaborado pelo DOE, o relatório de estoques é divulgado usualmente a cada quarta-feira. Como os EUA são os maiores consumidores e importadores mundiais de óleo bruto, suas relações de oferta e demanda exigem acompanhamento de perto pelo mercado.

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Vale ressaltar que – outras variáveis à parte – um aumento dos estoques norte-americanos alivia a pressão sobre os preços internacionais do petróleo. Já em caso de queda das reservas, a tendência é de alta nas cotações.