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SÃO PAULO – O Ibovespa consolida alta nesta sexta-feira (8), depois de trocar de sinal diversas vezes durante o pregão. Vale e Petrobras seguem em queda, mas os bancos tem leve alta junto com outras gigantes como Cielo (CIEL3) e BRF (BRFS3) e ajudam a levar o índice para o positivo, com siderúrgicas e bancos voltando a subir. Às 14h29 (horário de Brasília), o índice registrava alta de 0,34%, a 57.144 pontos.
Nos EUA, os dados de emprego mostraram a criação de 223 mil vagas em abril, levemente abaixo dos 228 mil esperado por analistas, também mostrando uma queda da taxa de desemprego para 5,4%. Enquanto isso, os números de março foram revisados para baixo, passando de 126 mil para 85 mil.
“Provavelmente o melhor cenário que o mercado estava esperando era um crescimento das vagas, mas não tão forte que levasse o Federal Reserve a subir as taxas de juros em junho”, disse o chefe da gestão de ativos dos EUA da RBC Global, Ryan Larson, para a CNBC. Com isso, os juros dos Treasuries de 2 anos, mais sensíveis à alta dos juros pelo Fed, registram expressiva queda, indicando que o mercado entendeu os números como mais fracos em meio à revisão dos dados de março.
No Brasil, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) mostrou avanço de 0,71% em abril, desacelerando em relação à alta de 1,32% em março. Constituiu-se no menor índice mensal deste ano, que acumula 4,56% nos quatro primeiros meses, sendo a maior taxa para o primeiro quadrimestre desde 2003 (6,15%). Em igual período do ano anterior, a taxa era 2,86%. O índice acumulado nos últimos doze meses (8,17%) foi um pouco maior do que nos doze meses imediatamente anteriores (8,13%). Em abril de 2014, a taxa havia ficado em 0,67%.
Ontem à noite, o plenário da Câmara concluiu a votação da MP do seguro-desemprego, rejeitando todos os destaques e emendas que visavam modificar o texto.
Entre as blue chips, a Vale abriu em alta em meio à expectativa de estímulos na China após os dados ruins de exportação e com a alta do minério de ferro, mas virou para queda. O mesmo movimento aconteceu com a Petrobras, que passou de alta de 2% para queda de 2%.
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Resultados
O mercado olha ainda para a intensa temporada de resultados no Brasil (confira os resultados clicando aqui). Os papéis da Gafisa (GFSA3), que chegaram a subir 4,61%, agora registram queda de 0,35%. A companhia encerrou o primeiro trimestre com lucro líquido de R$ 31,65 milhões, revertendo prejuízo de R$ 39,79 milhões em igual período do ano anterior, informou na noite de quinta-feira. O Ebitda ajustado da empresa foi de R$ 96,36 milhões, avanço de 264% na mesma base de comparação.
Segundo o BTG Pactual, os números foram ligeiramente melhor do que o esperado, principalmente estimulado pelo “ramp-up” das operações da Tenda. Para os analistas, a companhia, provavelmente, continuará enfrentando desafios para melhorar o ROE (Retorno Sobre o Patrimônio Líquido).
Já a Marfrig (MRFG3) vê seus papéis subirem 0,92%, a R$ 4,40. A companhia teve prejuízo líquido de R$ 570,9 milhões no primeiro trimestre, frente a resultado negativo de R$ 96,4 milhões no mesmo período do ano passado, informou nesta sexta-feira. O Ebitda foi de R$ 438,5 milhões, avanço de 11,66% na mesma base de comparação.
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Do lado negativo, o Pão de Açúcar (PCAR4) tem queda superior a 2%. A rede viu seu lucro líquido cair 25,6% de janeiro a março, passando de R$ 338 milhões no início do ano passado, para atuais R$ 252 milhões. As despesas operacionais da empresa cresceram 18%, para R$ 3,2 bilhões no período. A margem Ebitda caiu 7%, para 5,5%, enquanto a receita líquida subiu 14,8%, para R$ 17,2 bilhões no primeiro trimestre. Segundo o Itaú BBA, a companhia não foi capaz de apresentar crescimento no Ebitda e lucro líquido e é esperado resultado mais forte no segundo semestre deste ano.
Mas o grande destaque fica para a Cia. Hering (HGTX3), grupo empresarial que abrange marcas como Hering Kids, Dzarm e PUC, que em 2014 alcançou lucro líquido de R$ 64,578 milhões no primeiro trimestre, divulgou balanço com queda de 35,7% ao fechar com lucro de R$ 41,510 milhões entre janeiro e março deste ano. Segundo a empresa, o resultado foi afetado pela queda do resultado operacional e pelo aumento de 83,1% da despesa financeira líquida, a R$ 12,3 milhões, refletindo aumento dos juros. As ações caem 16%.
O diretor-presidente da empresa, Fabio Hering, prevê cenário ainda negativo nos próximos trimestres. “Entramos em 2015 com o primeiro trimestre com severa queda nos resultados, tanto em receita bruta e líquida como margem bruta”, disse. “É um cenário crítico, que se caracterizou no primeiro trimestre como incomum para a companhia. Embora tenhamos visão de que os dois próximos trimestres terão cenário negativo, não serão nessa mesma proporção”, completou.
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As maiores altas dentre as ações que compõem o Ibovespa são: