Em sessão instável, dólar comercial segue com tímida desvalorização pela tarde

Atenção dos investidores se divide entre dados favoráveis da economia dos EUA e referências do noticiário corporativo

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SÃO PAULO – Em sessão de forte instabilidade, o dólar comercial segue indefinido entre leves altas e baixas durante esta tarde. Referências corporativas e a agenda econômica norte-americana dividem o rumo dos negócios.

No âmbito corporativo, os detentores de títulos da General Motors aprovaram uma proposta de troca de dívidas por ações, de maneira que poderá permitir que a montadora eleve sua liquidez. Também teve repercussão as negociações em torno de um corte de 33% nos preços do minério de ferro fornecido pela Rio Tinto à siderúrgica sul-coreana Posco.

Os indicadores norte-americanos favorecem o bom desempenho dos mercados acionários. Apresentando números melhores do que o esperado, o Initial Claims, que mede o número de pedidos de auxílio-desemprego, e o Durable Goods Orders, que mensura os pedidos de bens duráveis, surpreenderam. No entanto, o número de casas novas vendidas em abril foi aquém do projetado.

Agenda doméstica

A Nota de Política Fiscal informou que o Governo apresentou um superávit primário de R$ 12,494 bilhões em abril, frente ao saldo positivo de R$ 11,614 bilhões registrado em março. No mesmo período do ano passado, a soma beirou os R$ 18,712 bilhões.

Divulgado pela Fundação Getulio Vargas, o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado), marcou deflação de 0,07% em maio. Segundo a instituição, boa parte da queda foi decorrente da diminuição dos preços no atacado, que encolheram 0,30%.

Confira as cotações do dólar

O dólar comercial opera cotado a R$ 2,0110 na compra e R$ 2,0130 na venda, tímida desvalorização de 0,10% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana opera negociada a R$
2,3000, representando um ágio de 14,37%
em relação ao dólar comercial.
Com esta queda, o
dólar acumula desvalorização de 7,79% em maio, frente
à baixa de 5,58% registrada no mês passado.

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No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 13,86%.

Dólar futuro na BM&F em queda

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em junho
opera cotado a R$ 2.014,
forte baixa em relação ao fechamento
de R$ 2.037 verificado na última quarta-feira. O contrato com vencimento em julho, por sua vez, opera em forte baixa,
atingindo R$ 2.028 frente a R$ 2.051 do fechamento anterior.