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Colunista convidado – Mário Marinho, jornalista
A revista “Época” desta semana traz reportagem sobre um relatório da COAF (órgão de inteligência financeira vinculado ao Ministério da Fazenda) apontando depósitos totais de R$ 24 milhões nas contas da Projeto, consultoria do ex-ministro da Fazenda Antônio Palocci.
O valor foi pago de janeiro de 2008 a junho de 2011.
O mesmo Palocci quando foi candidato a deputado federal, em 2006, declarou um patrimônio de R$ 375 mil. Cinco anos depois, em 2011, ele comprou um apartamento no rico bairro dos Jardins, em São Paulo, por R$ 6,6 milhões de reais.
Vai ser bem sucedido nos negócios assim lá longe.
Já o Zé Dirceu, apontado pelo então presidente da República Luis Inácio da Silva como o “capitão” do time, e que teve de pedir aos amigos pra fazer uma vaquinha e levantar R$ 900 mil para pagar multa à Justiça brasileira, condenado que foi pelo escândalo do Mensalão, faturou nada mais nada menos que R$ 29,9 milhões com a JD Consultoria.
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Aliás, consta que o faturamento foi maior: chegou a R$ 39,1 milhões graças aos R$ 9,9 milhões de reais a mais vieram de pagamentos feitos por empresas estrangeiras, que não constam da Receita.
Com pessoas de tamanha capacidade, como se explica que o Brasil se encontra nessa draga danada?
Ou é essa a explicação?