Indicadores e commodities guiam mercados e Ibovespa ganha 2,41%

Índice atinge o maior patamar em oito meses com ajuda de blue chips e ultrapassa os 53 mil pontos; dólar renova mínima

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SÃO PAULO – Amparados por bons indicadores econômicos e referências corporativas favoráveis, os mercados registraram fortes ganhos e apagaram parte das perdas da véspera. De olho na performance positiva dos índices de Wall Street, o Ibovespa (+2,41%) foi guiado pelos papéis de Petrobras, Vale e siderúrgicas para atingir 53.040 pontos – maior patamar desde o dia 19 de setembro do ano passado. O volume financeiro do índice totalizou R$ 4,8 bilhões nesta sessão.

Favorecidos pela alta nas cotações do petróleo, os ativos de petrolíferas garantiram os ganhos das bolsas norte-americanas nesta sessão, com destaque para Exxon Mobil (+1,36%), ConocoPhillips (+2,56%) e Chevron (+1,92%). Por sua vez, representantes de 20% dos credores da General Motors (-2,61%) aprovaram trocar títulos de dívida por ações, comprometendo-se a não se opor a nenhum processo de recuperação judicial.

Entre os indicadores, destaque para o número de pedidos de auxílio-desemprego, que ficou um pouco abaixo do esperado pelo mercado na última semana nos EUA. Já os pedidos e entregas de bens duráveis feitos à indústria do país surpreenderam positivamente durante o mês de abril. No velho continente, destaque para a divulgação da confiança do consumidor na Zona do Euro, que registrou a sexta alta mensal consecutiva.

Além dos dados econômicos favoráveis, o bom humor nos mercados também teve influência de notícias envolvendo a nota de crédito dos Estados Unidos. Depois da Moody´s, foi a vez da agência de classificação de risco Standard & Poor´s assegurar o rating soberano do país, que tem sido alvo de intensas especulações devido à política de gastos públicos aplicada para combater a crise.

Maior patamar em oito meses

Contagiado pelo otimismo verificado nas bolsas norte-americanas, o Ibovespa fechou com expressiva valorização, com fôlego extra de blue chips produtoras de commodities. Na contramão, o fraco desempenho do setor petroquímico ajudou a limitar os ganhos do índice.

Também influenciados pela alta nas cotações do petróleo, os papéis da Petrobras tiveram expressivo avanço e deram suporte ao movimento positivo da bolsa brasileira. Já no caso da Vale, as ações reagiram às especulações acerca de acordos sobre a redução no preço do minério de ferro.

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Já no setor de siderurgia, após se destacarem entre os ganhos do índice na véspera, as ações da Gerdau registraram forte alta novamente. O banco norte-americano JP Morgan elevou a recomendação aos papéis da empresa para acima da média na véspera.

Confirmando o terceiro pregão consecutivo de ganhos, os papéis da B2W dispararam novamente e ficaram com o destaque positivo do índice nesta sessão. Já na outra ponta, foco para os papéis da Braskem, que desabaram pelo segundo pregão seguido, também de olho na alta do petróleo.

As maiores altas, dentre as ações que compõem o Índice Bovespa, foram:

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Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1 Links
BTOW3 B2W Varejo ON 39,95 +6,53 +69,02 34,94M
DURA4 Duratex PN 18,40 +6,48 +31,73 31,51M
SBSP3 Sabesp ON 32,25 +6,44 +18,05 12,84M
USIM3 Usiminas ON 35,88 +5,50 +41,49 26,15M
BVMF3 BMF Bovespa ON 11,05 +5,34 +87,30 152,02M

As maiores baixas, dentre os papéis que compõem o Índice Bovespa, foram:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1 Links
BRKM5 Braskem PNA 7,29 -3,44 +31,35 24,17M
KLBN4 Klabin PN 3,24 -1,52 -0,96 11,18M
TLPP4 Telesp PN 45,01 -1,03 +4,23 6,22K
LIGT3 Light ON 24,65 -1,00 +24,40 4,43M
ELPL6 Eletropaulo PNB N2 30,15 -0,10 +33,69 16,13M

As ações mais negociadas, dentre as que compõem o Índice Bovespa, foram :

Código Ativo Cot R$ Var % Vol1 Vol 30d1 Neg
PETR4 Petrobras PN 34,65 +2,70 723,99M 682,85M 21.931
VALE5 Vale Rio Doce PNA 32,90 +1,67 560,63M 608,16M 18.869
PETR3 Petrobras ON 43,50 +2,38 222,98M 169,10M 7.053
ITUB4 Itau Unibanco PN 32,00 +0,98 219,37M 219,52M 7.893
GGBR4 Gerdau PN 20,40 +5,26 195,89M 133,35M 14.171

* – Lote de mil ações
1 – Em reais (K – Mil | M – Milhão | B – Bilhão)

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Dólar cai

Em sessão de forte instabilidade, o dólar comercial alternou entre perdas e ganhos até o fechamento desta quinta-feira, quando encerrou cotado a R$ 2,007, leve queda de 0,4% – terceira baixa consecutiva -, renovando assim mais uma vez a menor cotação desde 1º de outubro do ano passado, quando fechou no patamar de R$ 1,925.

Na agenda doméstica, a Nota de Política Fiscal apresentou um superávit primário do Governo de R$ 12,494 bilhões em abril, frente ao saldo positivo de R$ 11,614 bilhões registrado em março. Já o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) marcou uma deflação de 0,07% no mês de maio, em virtude da diminuição dos preços no atacado.

Em audiência sobre a crise global na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que o dólar deve perder espaço como principal moeda no mercado internacional. “Vai haver um enfraquecimento de moedas como o dólar, a libra esterlina, o euro e o iene”, disse Mantega.

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Divulgado pela Fundação Getulio Vargas, o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado), marcou deflação de 0,07% em maio. Segundo a instituição, boa parte da queda foi decorrente da diminuição dos preços no atacado, que encolheram 0,30%.

Além disso, o INA (Indicador de Nível de Atividade), responsável por mensurar o desempenho da indústria de transformação paulista, apresentou uma queda de 1,6% em abril na comparação com março, na série sem ajuste sazonal.

Renda Fixa

No mercado de renda fixa, os juros futuros encerraram sem tendência definida na BM&F nesta quinta-feira. O contrato com vencimento em Janeiro de 2010, que apresenta maior liquidez, encerrou apontando taxa de 9,24%, baixa de 0,03 ponto percentual frente à apresentada na sessão anterior.

No mercado de títulos da dívida externa brasileira, o Global 40, bônus mais líquido, encerrou cotado a 129,95% de seu valor de face, o que representa uma queda de 0,35%.

O risco-país, calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan, fechou cotado a 283 pontos-base, alta de 3 pontos em relação ao fechamento anterior.

Bolsas Internacionais

O índice S&P 500, que engloba as 500 principais empresas norte-americanas, fechou em alta de 1,54% e atingiu 907 pontos.

Seguindo esta tendência, o índice Dow Jones valorizou-se 1,25% a 8.404 pontos, da mesma forma, o índice Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia norte-americanas, subiu 1,20% a 1.752 pontos.

Na Europa, o índice DAX 30 da bolsa de Frankfurt registrou baixa de 1,36% e atingiu 4.933 pontos; no mesmo sentido, o índice CAC 40 da bolsa de Paris desvalorizou-se 0,95% chegando a 3.264 pontos e o FTSE 100, da bolsa de Londres, caiu 0,65% a 4.388 pontos.

Confira os indicadores previstos para a sexta-feira

Por aqui, a FGV (Fundação Getulio Vargas) divulga a Sondagem Industrial referente ao mês de maio, que reúne informações sobre a evolução da atividade da indústria nacional.

Nos EUA, o Departamento de Comércio revela os dados preliminares do PIB (Produto Interno Bruto) e de seu deflator, ambos baseados no primeiro trimestre.

Também será apresentado o Chicago PMI referente ao mês de maio, que mede o nível de atividade industrial na região.

Por fim, a Universidade de Michigan divulga a versão revisada do Michigan Sentiment de maio, que mede a confiança dos consumidores na economia norte-americana.