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SÃO PAULO – A derrocada de 22% das ações da Cia Hering (HGTX3) na última sexta-feira em meio ao resultado decepcionante no primeiro trimestre e perspectivas nada animadoras assustou investidores de longo prazo na varejista. Operadores comentam que muitos acionistas “long position” (comprados) zeraram sua posição em meio ao cenário desafiador da companhia traçado pós-balanço.
“Vimos muitos investidores comprados fechando posição e, consequentemente, pressionando quem está ‘short’ (vendido) no papel”, comentou o operador da mesa de BTC da XP Investimentos, Guilherme Belloni.
O que veio de tão ruim no balanço para Hering desabar 22% na Bolsa?
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Segundo ele, parece que quem estava vendido tentou recomprar a posição com a queda na sexta, mas não dá para afirmar. Enquanto quem abriu operação vendida na sexta ou não recomprou pode ser “squeezado” (pressionado), já que não deve ter papel para repor, já que foi puxado pelos “doadores” que zeraram suas posições.
Um relatório do Credit Suisse de hoje aponta que houve recompra de ações da Cia Hering na sexta, enquanto segue em alta a demanda pelo aluguel da ação. O banco suíço destaca que a ação foi a mais requisitada por quem quer operar na venda na sexta-feira, mas o papel está “seco” no BTC. Não é possível mais encontrar ação para alugar, um caminho que deixa aberta a porta para um possível “short squeeze” em breve, já que os vendidos não terão como rolar o aluguel e serão obrigados a recomprar a ação no mercado, puxando uma disparada no papel.
No dia 8 de maio, o empréstimo de Cia Hering bateu 10.678.945 ações, crescimento de 82,25% desde o dia 20 de abril. A taxa média para alugar está em 2,15% ao ano.